Europa Press/Contacto/PPI - Arquivo
MADRID 18 jul. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos três pessoas morreram e outras oito ficaram feridas em consequência dos ataques lançados pelos Estados Unidos contra a província iraniana de Hormozgan, no sul do país, segundo informaram os meios de comunicação estatais iranianos, no contexto da sétima noite consecutiva de ataques que não fazem senão alimentar a escalada militar dos últimos dias, transformando em papel molhado o acordo assinado entre Washington e Teerã.
A radiotelevisão pública do Irã, IRIB, informou que “os ataques americanos desta noite contra a província deixaram, até o momento, três mártires e oito feridos”, ao apresentar um primeiro balanço das vítimas.
Posteriormente, o meio de comunicação estatal informou que as forças americanas continuaram bombardeando Hormozgan durante a madrugada de sábado e afirmou que os ataques atingiram outras três pontes e um túnel.
Por sua vez, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na sexta-feira uma nova onda de bombardeios sobre território iraniano, a sétima noite consecutiva de operações militares contra a República Islâmica.
Essa nova escalada ocorre apesar do memorando assinado pelo Irã e pelos Estados Unidos em 18 de junho passado, com o objetivo de pôr fim ao conflito desencadeado em 28 de fevereiro. No entanto, desde 8 de julho, Washington retomou os ataques contra território iraniano, ações justificadas pelo CENTCOM como retaliação às ações atribuídas a Teerã contra navios mercantes no Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Irã lançou ataques contra instalações militares americanas em vários países do Oriente Médio, acusando Washington de violar o acordo de cessar-fogo alcançado entre ambas as partes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no último dia 9 de julho que tal cessar-fogo havia deixado de vigorar e advertiu que a campanha militar continuará durante esta semana, garantindo que, caso Teerã se recusasse a retomar as negociações, a próxima fase da ofensiva incluiria ataques contra infraestruturas como usinas de energia e pontes.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático