Rouzbeh Fouladi / Zuma Press / Europa Press
MADRID 18 set. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã reiteraram nesta sexta-feira que os Estados Unidos “não podem se eximir de sua responsabilidade” pelos “crimes de guerra” cometidos nos bombardeios contra uma escola em Minab e um complexo esportivo em Lamerd nos primeiros momentos de sua ofensiva em conjunto com Israel, lançada em fevereiro, depois que uma comissão de investigação da Organização das Nações Unidas afirmou que há “motivos razoáveis” para acusar Washington desses crimes.
“A história não esquecerá: em Minab, uma escola ficou manchada com o sangue de 168 crianças, e em Lamerd, um complexo esportivo se transformou em um matadouro de civis. Hoje, é universalmente reconhecido que os acontecimentos de Minab e Lamerd constituíram um flagrante crime de guerra, e não um erro operacional”, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Qaribabadi.
“Os Estados Unidos não podem se eximir de sua responsabilidade retirando-se do Conselho de Direitos Humanos (da ONU)”, afirmou ele, depois que a Casa Branca atacou o órgão, afirmando que “há décadas vem proferindo bobagens sem sentido”, em resposta ao referido relatório, que será apresentado na segunda-feira ao referido conselho, composto por 47 membros e alvo de críticas por parte de Washington devido às suas acusações contra os Estados Unidos e Israel.
O relatório da comissão de investigação, publicado na quinta-feira, indica que as forças americanas lançaram ataques com mísseis Tomahawk contra a escola primária Shajaré Taybé, em Minab, um estabelecimento escolar “claramente identificável”, e outro com mísseis com munição de tungstênio contra um complexo esportivo em Lamerd, igualmente “claramente identificável”, pelo que considera que Washington teria cometido crimes de guerra nesses bombardeios.
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