Europa Press/Contacto/Iranian Presidency
Ottawa declarou no domingo seu apoio às sanções incluídas na operação “Marginalização Econômica”, liderada por Washington
MADRID, 8 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou nesta segunda-feira o governo do Canadá de se deixar levar pela “submissão à intimidação” dos Estados Unidos, em meio à guerra comercial em curso entre Washington e Ottawa, depois que a ministra das Relações Exteriores canadense condenou o que descreveu como “atividades desestabilizadoras”, referindo-se a “ameaças a navios que tentam transitar pelo estreito de Ormuz”, ao programa nuclear iraniano e ao apoio do país a “grupos regionais afiliados” no Oriente Médio.
“Exatamente no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos (Donald Trump), em flagrante desrespeito à soberania e à independência do Canadá, descreveu todo o país como parte dos Estados Unidos, os ministros das Relações Exteriores e das Finanças do Canadá decidiram continuar cedendo ao seu agressivo vizinho, desta vez dirigindo-se ao Irã com uma declaração que distorce todos os fatos sobre a situação em nossa região”, afirmou nas redes sociais o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei.
Observando que Ottawa “sabe perfeitamente que o Estreito de Ormuz estava aberto e seguro antes de os Estados Unidos iniciarem a guerra de agressão contra o Irã em 28 de fevereiro”, Baqaei questionou por que o governo canadense “opta por apoiar a agressão militar e o terrorismo econômico dos Estados Unidos, em vez de exigir o fim da agressão, do bloqueio e da guerra econômica dos Estados Unidos”.
Além disso, o porta-voz iraniano argumentou que “o Canadá não pode se apresentar de forma credível como defensor da ‘paz e da segurança’, da ‘liberdade de navegação’ e do ‘direito internacional’ enquanto, ao mesmo tempo, apoia a agressão militar dos Estados Unidos e as ações ilegais e intervencionistas de Washington em nossa região”.
“Isso não é nem diplomacia nem diplomacia responsável. É uma demonstração de confusão estratégica e submissão à intimidação, uma decisão que nem mesmo protegerá o Canadá da intimidação e da agressão dos Estados Unidos”, afirmou ele.
A diplomacia iraniana respondeu assim à declaração divulgada na véspera pela ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, na qual ela afirmou que “o Canadá condena o Irã e o insta a pôr fim imediatamente às suas atividades desestabilizadoras no Oriente Médio”.
“As ações do Irã, incluindo suas contínuas ameaças aos navios que tentam transitar pelo Estreito de Ormuz, seu programa ilícito de atividades nucleares e seu apoio a grupos regionais afiliados, continuam a minar a paz e a segurança mundiais”, afirmou.
O comunicado também destacava que Ottawa “está trabalhando em estreita colaboração com seus parceiros, incluindo os do G7, para manter uma pressão significativa sobre o Irã”, uma cooperação que, segundo a ministra, inclui “a manutenção das sanções contra o Irã, como as anunciadas no âmbito da operação ‘Marginalização Econômica’ liderada pelos Estados Unidos”, além do “apoio aos esforços liderados pelos Estados Unidos, pela França e pelo Reino Unido para reabrir o Estreito de Ormuz”.
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