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MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades iranianas classificaram nesta sexta-feira como “ilegal e injustificada” a decisão tomada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de impor sanções contra nove pessoas, entre elas o embaixador do Irã no Líbano, Mohamad Reza Sheibani, a quem acusa de tentar impedir o desarmamento do partido-milícia xiita libanês Hezbollah, considerado por Washington como uma organização terrorista.
“O Irã condenou veementemente a medida ilegal e injustificada do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de sancionar Mohamad Reza Sheibani, embaixador designado da República Islâmica do Irã em Beirute”, enfatizou o Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica em um comunicado referente a esse diplomata, que foi declarado no final de março passado ‘persona non grata’ e recebeu ordem de expulsão por parte das autoridades libanesas.
Essa decisão, defendeu o ministério, representa mais um “exemplo” da “rebelião e desprezo da classe dominante norte-americana em relação aos princípios estabelecidos do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas”.
Nesse sentido, o Ministério das Relações Exteriores iraniano criticou as sanções impostas contra “vários representantes do Hezbollah no Parlamento libanês”, agentes de segurança do partido xiita AMAL e contra “vários responsáveis militares e de segurança libaneses”.
Especificamente, os sancionados pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro foram quatro membros do Hezbollah: Mohamed Abdel Motaleb Fanich e três de seus deputados no Parlamento, Ibrahim al Musawi, Hussein al Hajj Hassan e Hassan Nizamedine Fadlalla. Este último dirigiu a emissora de televisão Al Manar e ajudou a fundar a emissora Al Nur, ambos meios de comunicação afins ao grupo e sancionados pelos Estados Unidos.
A eles se somam outros quatro homens de nacionalidade libanesa, dois dos quais — Ahmad Asaad Baalbaki e Alí Ahmad Safawi — são agentes de segurança do partido xiita AMAL, descrito pelo Tesouro como “aliado político e parceiro de segurança do Hezbollah”. Também estão incluídos membros das Forças Armadas libanesas: o chefe do Departamento de Segurança Nacional, o brigadeiro Jatar Naser Eldín, e o responsável pela Inteligência do Exército em Dahiyé — considerada um bastião do Hezbollah no sul de Beirute —, o coronel Samir Hamadi.
A esse respeito, Teerã classificou essa decisão como “desprezível” e com o objetivo de “minar a soberania nacional do Líbano”, bem como de “semeia a discórdia na sociedade libanesa”. “São uma demonstração da contínua cumplicidade do governo dos Estados Unidos com o regime sionista agressor e ocupante em sua atual agressão militar e na perpetração de crimes atrozes contra o Líbano”, afirmou.
Em última instância, a cúpula do poder iraniano mostrou-se “decidida” a “fortalecer suas relações amigáveis e históricas” com o Líbano “em diversos âmbitos e em consonância com os interesses de ambas as nações”.
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