Publicado 22/03/2026 00:23

Teerã adverte que haverá "retaliações" caso os EUA ataquem a infraestrutura iraniana, após o ultimato de Trump

13 de março de 2026, Taichung, Taiwan: Uma imagem ampliada de um mapa, vista através de uma lupa de mão, mostra o Golfo Pérsico, o Irã, o Estreito de Ormuz e o Golfo de Omã.
Europa Press/Contacto/Andre M. Chang

MADRID 22 mar. (EUROPA PRESS) -

As autoridades iranianas alertaram neste sábado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que qualquer ataque contra a infraestrutura iraniana terá represálias, após o ultimato em relação ao estreito de Ormuz lançado pelo morador da Casa Branca, a quem Teerã classificou de “fracassado” por seus “delírios” sobre ter “apagado o Irã do mapa”.

“Seguindo as advertências anteriores, se as infraestruturas de combustível e energia do Irã forem atacadas pelo inimigo, todas as infraestruturas de energia, tecnologia da informação e dessalinização de água pertencentes aos Estados Unidos e ao regime (israelense) na região serão alvo”, indicou um porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al Anbiya (KCHG), um dos comandos operacionais militares do Irã, em declarações divulgadas pela televisão estatal iraniana (IRIB).

Nessa linha, o Quartel criticou que o magnata norte-americano está “vendendo como uma vitória” o que, na realidade, é uma “derrota estratégica”, e destacou que “o objetivo do Irã agora é expulsar os Estados Unidos da região para não ser mais atacado”.

“Nós ficamos e resolvemos isso... Não derramamos sangue, não arriscamos a vida para que um estrangeiro venha dizer 'vá para a direita ou para a esquerda'", acrescentou o porta-voz do KCHG em resposta às ameaças proferidas pelos Estados Unidos e por Israel nos últimos dias.

Essas declarações chegam poucas horas depois de Trump ter lançado um ultimato às autoridades iranianas, às quais ameaçou atacar suas usinas de energia se não retomassem a circulação pelo estreito de Ormuz nas próximas 48 horas, no contexto dos ataques do Irã a navios nessa passagem estratégica, em retaliação à ofensiva surpresa dos Estados Unidos e de Israel contra território iraniano no último dia 28 de fevereiro.

Apenas alguns minutos antes, o magnata nova-iorquino se gabava na mesma rede social de ter “apagado o Irã do mapa”, apesar dos comentários de “analistas (iranianos) de pouca monta” que sustentam que os Estados Unidos não cumpriram seus objetivos na região.

Na véspera, o presidente dos Estados Unidos afirmou que não está interessado em chegar a um cessar-fogo com o Irã, alegando que os Estados Unidos estão “arrasando” o país asiático, quando a ofensiva lançada em conjunto com Israel contra território iraniano já ultrapassa os 21 dias.

A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou, nos últimos dias, ataques contra navios no estreito de Ormuz, como parte de sua resposta à referida ofensiva contra a República Islâmica, que também atacou território israelense e interesses norte-americanos no Oriente Médio, incluindo bases militares.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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