Europa Press/Contacto/Saifurahman Safi - Arquivo
MADRID 1 mar. (EUROPA PRESS) -
Os talibãs alegaram que o chamado Acordo de Doha, assinado com os Estados Unidos em 2020 para facilitar a saída das tropas do país e pelo qual os islamitas se comprometeram a não permitir o uso do solo afegão para ameaçar os interesses americanos e de seus aliados. O pacto foi assinado durante o primeiro mandato de Donald Trump.
Na sexta-feira, completaram-se cinco anos desde a assinatura do acordo e o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, disse que se tratava de um pacto com prazo limitado que já expirou.
"O Estado Islâmico tem seu próprio sistema de governo e não estamos mais nos movendo com base nesse acordo", disse ele em declarações à mídia pública afegã.
Mujahid enfatizou que o Talibã cumpriu suas obrigações de acordo com o pacto, enquanto Washington não cumpriu sua parte. "Há certos pontos no acordo que os EUA deveriam ter implementado, mas isso ainda não foi feito. Esses pontos incluem a remoção de nomes da lista de sanções e a adoção de medidas para o envolvimento com o Afeganistão. Queremos que esses compromissos sejam honrados", disse ele.
O acordo foi assinado 18 meses antes da partida precipitada das forças internacionais e da tomada de Cabul pelas milícias do Talibã. Ele prevê a abertura de um processo político inclusivo para a formação de um governo de transição que nunca foi iniciado.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático