Europa Press/Contacto/Saifurahman Safi
MADRID 6 out. (EUROPA PRESS) -
Os talibãs confirmaram as conversações com as autoridades norte-americanas para reabrir suas respectivas embaixadas em Washington e Cabul, quatro anos depois que os fundamentalistas afegãos tomaram o poder, em meio à rejeição de uma comunidade internacional que está optando por um certo pragmatismo e moderando essa postura.
"Foram realizadas negociações com os Estados Unidos para reabrir a embaixada americana em Cabul e a embaixada afegã em Washington", disse o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, ao Tolo News em sua conta no Telegram.
Mujahid também se referiu ao interesse dos EUA na base aérea de Bagran, perto de Cabul, que durante 20 anos de ocupação americana foi sua principal instalação militar, e enfatizou que "os afegãos nunca permitirão que suas terras sejam entregues a outros, sob nenhuma circunstância".
Em agosto, apenas um mês depois que a Rússia certificou o reconhecimento do Talibã com a chegada de um novo embaixador em Moscou, as autoridades afegãs expressaram publicamente seu interesse em normalizar as relações com Washington.
Um desses primeiros sinais de reaproximação ocorreu há algumas semanas, quando o ministro das relações exteriores do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, recebeu em Cabul o enviado especial do governo de Donald Trump para negociar a libertação de prisioneiros americanos no exterior, Adam Boehler.
Essa reunião culminou no final de setembro com a libertação do cidadão americano Amir Amiri, que está detido no Afeganistão desde dezembro de 2024, embora não se saiba por qual motivo.
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