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MADRID, 27 abr. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, manifestou-se nesta segunda-feira contra a limitação do consumo de energia pela população japonesa, apesar da crise no Estreito de Ormuz, onde o bloqueio de fato imposto pelo Irã e o bloqueio periférico imposto pelos Estados Unidos dificultam enormemente o abastecimento de países asiáticos, entre eles o Japão.
“Não acredito que a atividade econômica ou social deva ser interrompida neste momento”, afirmou a primeira-ministra em resposta às perguntas da oposição na Dieta, em declarações divulgadas pela agência de notícias Kiodo.
Apesar da incerteza no abastecimento devido à guerra no Oriente Médio, Takaichi recusou-se a fazer um apelo à economia de energia ou a antecipar medidas para enfrentar a situação, uma vez que destacou que seu governo está trabalhando para garantir o abastecimento de petróleo de outras fontes.
Segundo ela, o governo japonês “agirá com flexibilidade para tomar as medidas necessárias de acordo com as circunstâncias”.
Entre as medidas anunciadas por Takaichi está a liberação de reservas de petróleo, com uma segunda leva prevista para os primeiros dias de maio, após a anunciada em março. Estima-se que essa medida libere o equivalente a cerca de 20 dias de abastecimento das reservas nacionais.
A decisão de recorrer às reservas estratégicas de petróleo surge em resposta à escalada dos preços em consequência da guerra no Oriente Médio e do bloqueio do estreito de Ormuz, embora, por enquanto, o Executivo japonês rejeite medidas como as adotadas por outros países da região para instar a população a reduzir o uso de energia.
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