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O Japão fala de um “acontecimento positivo” e destaca que Tóquio solicitou a Pezeshkian que facilitasse a passagem do navio
MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, confirmou nesta quinta-feira que um navio japonês conseguiu atravessar o estreito de Ormuz e sair das águas do Golfo Pérsico, no que descreveu como “um acontecimento positivo”, em meio às restrições à navegação na via decorrentes da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
“Um navio ligado ao Japão que estava retido no Golfo Pérsico passou, neste dia 14 de maio, em segurança pelo Estreito de Ormuz (...) e agora navega em direção ao Japão”, disse Takaichi em uma mensagem nas redes sociais, onde destacou que a bordo do navio estão quatro tripulantes de nacionalidade japonesa.
Assim, ela destacou que “após a passagem de um navio ligado ao Japão em 29 de abril, este último passo é considerado um acontecimento positivo, especialmente do ponto de vista da proteção aos cidadãos japoneses”, ao mesmo tempo em que observou que agora restam 39 navios ligados a Tóquio, incluindo um com três tripulantes japoneses a bordo, retidos na zona.
Takaichi precisou ainda que as autoridades fizeram “um apelo direto” ao presidente do Irã, Masud Pezeshkian, para conseguir a passagem do navio, esforços coordenados também por meio da Embaixada japonesa em Teerã, sem fornecer mais detalhes e sem que as autoridades iranianas tenham se pronunciado a respeito.
“Gostaria de expressar novamente minha sincera gratidão a todos os marinheiros e companhias marítimas que estão cumprindo suas tarefas em meio a tensões extremamente elevadas”, afirmou Takaichi, que prometeu que Tóquio “continuará recorrendo a todos os esforços diplomáticos e de coordenação para conseguir, o mais rápido possível, a passagem de todos os navios, incluindo os ligados ao Japão, pelo estreito de Ormuz”.
A primeira-ministra japonesa não especificou qual navio conseguiu sair pelo estreito de Ormuz, embora sites dedicados ao rastreamento por GPS de embarcações mostrem o superpetroleiro “Eneos Endeavor” a pouca distância da foz do estreito de Ormuz, após permanecer preso no Golfo Pérsico desde o final de março.
As autoridades iranianas anunciaram em 17 de abril que estavam suspendendo suas restrições ao tráfego na zona, após a confirmação, no dia anterior, de um cessar-fogo temporário no Líbano, embora tenham garantido que as restrições seriam restabelecidas depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em resposta — após aplaudir o gesto de Teerã — que as forças americanas manteriam seu bloqueio aos portos iranianos por essa rota.
Trump anunciou posteriormente a prorrogação do cessar-fogo alcançado em 8 de abril após um pedido do Paquistão, que está mediando o processo, embora tenha insistido que o bloqueio continuará em vigor. O bloqueio e a abordagem e apreensão de navios iranianos na zona têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer às negociações em Islamabad, ao considerar que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo.
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