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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou nesta quarta-feira que pretende definir os limites de uma possível intervenção militar no Oriente Médio, conforme vinha sendo exigido pelos Estados Unidos, à medida que avança a ofensiva lançada no final de fevereiro em conjunto com Israel contra o Irã.
Takaichi, que deve se reunir nesta quinta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, garantiu agora que seu objetivo é “esclarecer” ao líder norte-americano “o que o Japão pode e não pode fazer” do ponto de vista legal no que se refere a esse tão esperado envio de tropas para uma missão no Estreito de Ormuz.
Assim, ela explicou que está previsto que as partes mantenham conversas “exaustivas” sobre a situação no Oriente Médio, naquela que será sua primeira viagem aos Estados Unidos desde que assumiu o cargo, segundo informações coletadas pelo jornal “The Japan Times”.
Nesse sentido, ele afirmou que transmitirá a Trump a ideia de que é “muito difícil, do ponto de vista jurídico”, conseguir o envio do Exército japonês para a região. “Tentamos explicar, de acordo com a lei, o que pode ser feito”, enfatizou, ao mesmo tempo em que destacou que a visita servirá para que as partes fortaleçam seu relacionamento e coloquem sobre a mesa “novos compromissos” no âmbito da aliança que compartilham.
Suas palavras chegam poucas horas depois de o inquilino da Casa Branca ter se resignado a não obter o apoio desejado de seus parceiros no que diz respeito ao Estreito de Ormuz, uma medida com a qual busca enfrentar o aumento dos preços do petróleo decorrente da ofensiva que ele próprio lançou junto com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Na quarta-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos “não precisam da ajuda de ninguém” e criticou a atitude dos membros da OTAN — que considera estarem cometendo um “erro muito estúpido” —, além do Japão, da China e da Coreia do Sul, que rejeitaram, por enquanto, o envio de navios.
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