Publicado 18/02/2026 09:18

Tajani viajará nesta quinta-feira aos EUA para consolidar o papel da Itália como "observador" no Conselho de Paz.

Archivo - Arquivo - O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani.
Hannes P Albert/dpa - Arquivo

Defende a importância da presença de Roma e afirma que “tem encaixe constitucional”. O ministro das Relações Exteriores turco também comparecerá ao encontro em Washington. MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, confirmou que viajará nesta quinta-feira a Washington, capital dos Estados Unidos, para participar da primeira reunião do recém-criado Conselho de Paz para Gaza, que faz parte do plano dos Estados Unidos para o futuro do enclave palestino, uma visita com a qual espera consolidar o papel da Itália como “observadora”.

Tajani, que reiterou a importância de participar nestes encontros dada a ausência de “planos alternativos” para a zona, indicou que estará “presente” quando as conversações tiverem lugar, especialmente no que se refere à “reconstrução de Gaza e ao futuro da Palestina”. “A Itália está a ser líder na área mediterrânica. Não podemos falhar na hora de fazer parte da estratégia que nos coloca na linha de frente e nos permite ver o que está sendo feito. Temos que fazer o que sempre foi feito para construir a paz e a estabilidade em todo o Oriente Médio”, esclareceu, segundo informações do jornal Il Giornale d'Italia. Nesse sentido, ele garantiu que “essa decisão política respeita a Constituição da Itália, que continua fazendo parte da estratégia da União Europeia, da qual faz parte”.

Assim, ele reiterou suas palavras de quarta-feira, quando assegurou perante a Câmara dos Deputados italiana que a Itália busca desempenhar um papel “protagonista” como “figura fundamental”, apesar das críticas da oposição, que vê esses atos como uma forma de colonialismo.

“O governo considera que esta é uma solução equilibrada”, enfatizou, ao mesmo tempo em que afirmou que a ausência da Itália “não só seria incompreensível do ponto de vista político, mas também contrária ao artigo 11 da Constituição, que reflete a importância de rejeitar o conflito armado como meio de resolver disputas”. “Apoiamos o plano desde o início”, declarou então. “A Itália, tendo em conta a sua história, a sua situação geográfica e o seu papel político na região, não pode ficar à margem deste processo. O Governo italiano deve continuar a fazer parte dele. Nunca nos cansaremos de trabalhar pela paz”, afirmou.

A TURQUIA TAMBÉM ESTARÁ PRESENTE Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, indicou que também estará presente na reunião desta quinta-feira nos Estados Unidos, atendendo ao convite recebido, conforme informou o próprio presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, em declarações recolhidas pela agência de notícias Anatolia.

Em uma série de comentários feitos ao retornar da Etiópia, Erdogan explicou que a Europa “não pode construir um quadro de segurança confiável sem a presença da Turquia”, que atuou em várias ocasiões como mediadora e rejeitou veementemente as ações de Israel contra os palestinos.

Além disso, ele enfatizou que a integração síria está sendo supervisionada de perto e instou todas as partes envolvidas a descartar completamente uma possível intervenção militar no Irã.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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