Publicado 18/06/2026 08:47

Taiwan aposta na cooperação com o G7 para defender o “status quo” diante do “expansionismo militar” da China

Archivo - Arquivo - 17 de abril de 2026, Cidade de Kaohsiung, Cidade de Kaohsiung, Taiwan: O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, faz um brinde com soldados durante uma visita ao Comando de Treinamento de Infantaria do Exército, em Kaohsiung. Tendo como pa
Europa Press/Contacto/Cheng-Chia Huang - Arquivo

MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente de Taiwan, Lai Ching Te, manifestou nesta quinta-feira sua intenção de cooperar com o G7 para promover o “statu quo” no estreito, após denunciar a expansão militar da China na região.

“Gostaria de expressar minha profunda gratidão ao G7 por sua última declaração conjunta, na qual reafirma sua oposição a qualquer tentativa unilateral de alterar o ‘statu quo’ no Mar da China Oriental, no Mar da China Meridional e ao longo do Estreito de Taiwan, especialmente por meio do uso da força ou da coação”, afirmou o líder taiwanês em um evento com jornalistas internacionais em Taipé.

“Reitero aqui que Taiwan está disposta a atender ao apelo do G7 e cooperará decididamente com a comunidade internacional para manter o ‘statu quo’ de paz e estabilidade no Estreito de Taiwan”, enfatizou, em declarações divulgadas por seu gabinete.

Dessa forma, ele exigiu que Pequim “ponha fim à sua expansão militar” na região e que “renuncie ao uso da força contra Taiwan”.

“Sob os princípios de paridade e dignidade, Taiwan está disposta a estabelecer intercâmbios e cooperar com a China para promover a paz e a prosperidade mútua”, acrescentou, estendendo a mão a Pequim.

REIVINDICA A AUTONOMIA DE TAIWAN

Em seu discurso, ele fez referência à instauração das eleições presidenciais diretas em Taiwan há 30 anos, nas quais, segundo ele, os taiwaneses enviaram a mensagem de que “a soberania de Taiwan está nas mãos do povo”.

“Nossa nação pertence ao povo, perante o qual o presidente deve prestar contas, e é ele quem tem o direito de determinar quem é o líder de seu país”, ressaltou.

Lai reiterou que “a construção de um Taiwan democrático confere tanto autoridade legal quanto legitimidade democrática ao governo por meio da soberania popular direta”, pelo que o futuro da ilha “só pode ser decidido por seus 23 milhões de habitantes”.

“Nem a República da China nem a República Popular da China estão subordinadas uma à outra, e Taiwan não faz parte da República Popular da China”, afirmou diante de jornalistas estrangeiros, para ressaltar que, nessas três décadas, o povo de Taiwan determinou o futuro “voto a voto”, insistindo que isso demonstrou que “a democracia é irreversível”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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