Europa Press/Contacto/Rafael Dalbosco
MADRID 13 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, rejeitou nesta segunda-feira o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para revogar sua prisão domiciliar por considerar que há risco de fuga.
"A condenação de Jair Messias Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial" de prisão domiciliar está mantida em razão do "fundado receio de fuga do preso".
O pedido pedia para reconsiderar a prisão domiciliar de Bolsonaro e a proibição do uso de redes sociais. O advogado Paulo Cunha Bueno explicou que o pedido se baseia no fato de que a denúncia do Ministério Público não inclui o ex-presidente entre os acusados de coação contra o Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro foi condenado no início de setembro a 27 anos e três meses de prisão por sua responsabilidade em um plano de golpe para mantê-lo no poder após as eleições de outubro de 2022. A sentença só começará a ser executada quando a defesa esgotar todos os recursos.
A prisão domiciliar foi imposta a ele no início de agosto em resposta a supostas tentativas de interferir no processo judicial. Um mês antes, ele foi obrigado a usar uma tornozeleira eletrônica, ficar em casa à noite e nos fins de semana e não usar as mídias sociais ou entrar em contato com outros réus.
De Moraes decidiu endurecer as medidas cautelares depois que Bolsonaro não cumpriu algumas das medidas impostas em julho, participando de uma manifestação nas mídias sociais em apoio a ele e de um comício de um aliado político.
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