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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O Supremo Tribunal Federal do Brasil rejeitou por maioria afastar os juízes Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin do julgamento do golpe contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que alegou incompatibilidade e falta de independência devido a episódios anteriores.
Embora a votação se estenda até quinta-feira, o pleno já alcançou maioria suficiente para negar o pedido da defesa, inclusive com o voto a favor do presidente da corte, Luís Roberto Barroso. Os três juízes mencionados não votaram nos casos em que estavam envolvidos, mas votaram nos demais.
Barroso argumentou que a defesa não havia apresentado "uma demonstração clara, objetiva e específica" que demonstrasse a parcialidade dos juízes e criticou o fato de que questionar o trabalho deles em questões "passadas" era um "menosprezo" ao papel do Judiciário e dos magistrados.
Além de Bolsonaro, o recurso também foi apresentado pelo ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e pelo general da reserva Mario Fernandes. O recurso alega que os juízes estão impedidos de participar do caso, pois De Moraes é uma das vítimas do suposto golpe, Zanin foi advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dino já denunciou o ex-presidente quando era ministro da Justiça.
O pedido da defesa já havia sido rejeitado por Barroso em fevereiro, mas, após recurso, o presidente do Supremo decidiu levar a questão ao plenário, o que dará aos dois juízes nomeados por Bolsonaro durante seu mandato, Nunes Marques e André Mendoça, a chance de se pronunciarem.
Agora, na próxima semana, o Supremo Tribunal Federal analisará a denúncia apresentada pelo Ministério Público para levar Bolsonaro e seu círculo de confiança a julgamento por crimes de rebelião, atentado contra as autoridades e tentativa de golpe de Estado pelos ataques às instituições de 8 de janeiro de 2023.
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