Publicado 09/09/2025 12:24

Supremo Tribunal Federal inicia deliberações sobre a possível condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe

Archivo - Arquivo - O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro.
Fellipe Sampaio/Supreme Court of / DPA - Arquivo

Os juízes têm até sexta-feira para dar seu voto.

MADRID, 9 set. (EUROPA PRESS) -

Os juízes do Supremo Tribunal Federal do Brasil começaram a deliberar na terça-feira sobre a possível condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado no julgamento contra ele por pertencer a uma organização criminosa e suposta participação em um plano para subverter os resultados das eleições presidenciais de 2022, que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva.

Os cinco juízes têm até sexta-feira para emitir um veredicto sobre o futuro de Bolsonaro, que tem 70 anos e, se for considerado culpado, poderá passar o resto de sua vida na prisão.

As autoridades brasileiras reforçaram a segurança na sede do Supremo Tribunal Federal até o final do caso histórico, embora Bolsonaro não tenha comparecido às audiências pré-julgamento por recomendação de sua equipe médica, que insiste que sua saúde está em um estado delicado após um ataque a faca em 2018.

O juiz Alexandre de Moraes, que está conduzindo o caso, tem sido apontado pelos apoiadores de Bolsonaro e até mesmo pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em uma tentativa de influenciar a decisão. Washington chegou ao ponto de impor sanções contra Moraes, alegando que ele está se engajando em uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente, que ele considera "próximo" de suas políticas.

No entanto, o juiz garantiu que o tribunal não cederá a "pressões internas ou externas" e permanecerá "inflexível quando se trata de defender a soberania nacional". Nesse sentido, ele argumentou que há evidências de que houve um plano para perpetrar um golpe de Estado e situou o início dessa trama em 2021.

Para ele, não há dúvidas sobre a veracidade dos crimes dos quais Bolsonaro e outros sete réus são acusados. "Não há dúvida de que houve uma tentativa de atentar contra o Estado de Direito. É importante analisar tudo, principalmente porque as acusações foram feitas contra toda uma organização que estava sob as ordens de Bolsonaro", lamentou.

Moraes explicou que os juízes estão debatendo "não tanto se esse plano estava na mesa", mas "quem o colocou lá". "Eles queriam se perpetuar no poder, seja violando as leis, seja violando o resultado das eleições de 2022", lembrou, de acordo com informações obtidas pelo portal de notícias G1.

Ele alertou que o chefe de segurança de Bolsonaro, Augusto Heleno, tinha "uma agenda para um golpe de Estado". "Não é normal que um ministro tenha essas coisas, que tenha um plano para deslegitimar as eleições e o sistema judiciário e se perpetuar no poder. Isso não é normal em uma democracia", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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