Publicado 17/10/2025 22:55

Supremo Tribunal Federal do Brasil vota novamente a favor da descriminalização do aborto

Archivo - May 31, 2025, Porto Alegre, Rio Grande Do Sul, Brasil: Porto alegre (rs), 05/31/2025 Ãâ" stf/festival fronteiras/ministro barroso Ãâ" the president of the superior federal court (stf) luis roberto barroso, participated in a debate on clima
Europa Press/Contacto/Cello Oliver - Arquivo

MADRID 18 out. (EUROPA PRESS) -

O juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro Luis Roberto Barroso votou na sexta-feira a favor da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, o que deixa dois votos a favor e nenhum contra a decisão judicial e aguarda o voto do restante dos juízes do tribunal, composto por um total de onze magistrados.

"A verdadeira discussão não é se devemos ser a favor ou contra o aborto. Trata-se de saber se uma mulher que passa por esse infortúnio deve ser presa", disse o juiz Barroso em sua defesa da medida de descriminalização, relatada pela Agência Brasil.

Barroso solicitou uma sessão extraordinária do julgamento em seu último dia como membro do tribunal superior, a fim de proferir seu voto antes de sua aposentadoria. De acordo com as regras de procedimento, os votos dos juízes permanecem em vigor mesmo após a aposentadoria, portanto, seu sucessor não poderá dar sua opinião sobre o assunto.

A mesma situação ocorreu quando a Ministra Rosa Weber se aposentou do Supremo Tribunal Federal, de modo que a descriminalização já tem dois votos a favor; no entanto, ainda está aguardando o veredicto do restante dos membros, o que pode levar algum tempo.

No Brasil, o aborto só é permitido nas hipóteses de risco de morte da gestante, gravidez decorrente de estupro ou anancefalia fetal.

A decisão de Barroso se baseia na discriminação que a lei causa contra as mulheres mais pobres, pois as mulheres das "classes média e alta" têm acesso a mais informações, medicamentos ou procedimentos adequados. "Aquelas com mais recursos econômicos podem cruzar a fronteira com o Uruguai ou a Colômbia, ir para a Europa ou usar outros meios", disse ele.

No entanto, ela argumentou que não era a favor da interrupção voluntária da gravidez e pediu uma ação do Estado para "evitar que isso (o aborto) aconteça" por meio de "educação sexual, distribuição de contraceptivos e apoio às mulheres que desejam ter um filho, mas se encontram em circunstâncias adversas".

O próprio Barroso suspendeu a sessão em 2023 após o voto favorável de Weber e, até esta sexta-feira, não pediu revisão. Da mesma forma, o próximo magistrado da lista, o juiz Gilmar Mendes, pediu a interrupção do julgamento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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