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MADRID 20 jul. (EUROPA PRESS) -
O juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, decretou no sábado que Walter Delgatti, o hacker que supostamente foi contratado para manipular as urnas eletrônicas nas eleições de 2022, permanecerá na prisão. Ele foi condenado a oito anos e três meses de prisão por invadir os sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Após quase dois anos de prisão preventiva, a defesa de Delgatti - preso em agosto de 2023 - solicitou, sem sucesso, a progressão para o regime semiaberto, o que lhe permitiria sair da prisão durante o dia para estudar ou trabalhar, informou a Agência do Brasil.
No entanto, De Moraes insistiu que a conduta que levou à condenação de Delgatti foi "extremamente grave" e enfatizou que não observou nenhum fato novo nesse período de tempo que justificasse a mudança de regime exigida. Portanto, ele deve permanecer na prisão nas mesmas condições que até agora.
Os fatos dos quais Walter Delgatti é acusado ocorreram em janeiro de 2023, quando o hacker acessou os sistemas do CNJ para registrar um falso mandado de prisão contra o magistrado do Supremo Tribunal Federal, a fim de desacreditar o quadro judicial do país, em meio a investigações relacionadas à suposta interferência do ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro nas urnas eletrônicas em 2022.
Delgatti foi condenado juntamente com a congressista bolsonarista Carla Zambelli, que foi sentenciada a dez anos de prisão por envolvimento na invasão de computadores do Conselho Nacional de Justiça e colocada na lista vermelha da Interpol após fugir para a Itália.
O caso remonta a 2023, depois que a imprensa revelou que a deputada e o hacker haviam entrado em contato antes das eleições de 2022 para sabotar os sistemas de segurança das urnas eletrônicas, a fim de contestar o resultado das eleições em caso de vitória do atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
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