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MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
O Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) confirmou nesta sexta-feira a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, acusado de fraude por supostamente ter recebido 24 milhões de euros em bens imóveis após a absorção do BRB pelo Banco Master.
A Segunda Turma do TSF confirmou, por quatro votos a zero, que Costa permanecerá preso enquanto a investigação estiver em andamento. O Tribunal, presidido por André Mendonça, concluiu a quarta fase da “Operação Cumprimento Zero”, na qual o juiz constatou “fortes indícios” de que Costa atuou como o “verdadeiro representante” de Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, conforme noticiado pelo jornal brasileiro “O Globo”.
O ex-presidente do BRB foi preso no último dia 16 de abril por supostamente ter agido a favor da compra do Master em troca de interesses. De acordo com a Polícia Federal, a contrapartida teria sido “o pagamento de propinas”.
Segundo Mendonça, em declarações divulgadas pelo mesmo veículo, a prisão preventiva de Costa tinha como objetivo garantir a ordem econômica, o correto andamento da investigação criminal e a futura aplicação do direito penal, citando provas da continuidade da atividade criminosa.
“A prisão impede a destruição ou alteração de provas; a coordenação de depoimentos com outros membros da organização criminosa; a ocultação de bens e documentos comerciais; bem como a operação de empresas de fachada”, argumentou o juiz após a prisão.
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