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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte do Brasil decidiu, por unanimidade, condenar Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo crime de obstrução à justiça, no âmbito do processo contra seu pai por golpe de Estado, pelo qual o líder de extrema direita cumpre pena de 27 anos de prisão.
Os quatro juízes concordaram em condenar o ex-deputado por coagir juízes e orquestrar, dos Estados Unidos, sanções contra o Brasil para obstruir o processo por golpe de Estado contra seu pai, incluindo as tarifas sobre as exportações anunciadas no ano passado e a suspensão de vistos para membros do Supremo.
Além disso, essas tentativas incluem a aplicação de sanções econômicas contra o juiz do Supremo e relator do caso, Alexandre de Moraes, que declarou durante a audiência que a função de um deputado não é “fazer lobby contra o próprio país”, conforme informa o jornal “O Globo”.
A pena, que pode variar de um a quatro anos, ainda não foi determinada, enquanto a sessão do tribunal continua, de acordo com a agência de notícias brasileira.
Eduardo Bolsonaro perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 por ausência injustificada, já que estava nos Estados Unidos desde fevereiro daquele ano, para onde viajou a fim de interceder em favor de seu pai.
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