Europa Press/Contacto/Fausto Maia - Arquivo
MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O Supremo Tribunal Federal do Brasil indiciou na terça-feira, por unanimidade, seis pessoas ligadas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro por sua suposta participação na tentativa de golpe contra o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, após os ataques a instituições em Brasília em 8 de janeiro de 2023.
Seis pessoas próximas ao líder de extrema-direita foram acusadas dos seguintes cinco crimes: participação em organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado de Direito, golpe de Estado, danos causados por violência e grave ameaça e danos à propriedade.
São eles Filipe Martins e Marcelo Câmara, ambos ex-assessores de Bolsonaro, bem como o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal durante o mandato do político de extrema direita, Silvinei Vasques; o general da reserva Mário Fernandes; a ex-diretora de inteligência Marília de Alencar; e o ex-chefe de operações do Ministério da Justiça Fernando de Sousa Oliveira.
Os seis serão agora processados criminalmente pelas acusações acima, graças aos votos dos cinco ministros do Supremo Tribunal Federal que aceitaram a acusação apresentada pelo Ministério Público brasileiro, que considera que eles participaram da elaboração da ata do golpe, em referência ao documento que justificou a declaração do estado de sítio e a operação do exército, bem como o plano para matar Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o juiz Alexandre de Moraes, e as ações da polícia para obstruir a circulação de eleitores nas estradas do nordeste durante as eleições presidenciais de 2022.
De Moraes disse em seu resumo que "cada um dos réus terá todos os recursos criminais à sua disposição para provar sua inocência, mas não é possível negar que em 8 de janeiro de 2023 houve uma tentativa de golpe de Estado".
Até o momento, 14 pessoas foram acusadas no caso, embora esse número deva aumentar, pois as denúncias contra dois dos cinco grupos em que foram divididas as 33 pessoas afetadas pelo caso ainda não foram analisadas.
Entre os acusados está o próprio Bolsonaro, a quem o juiz e relator do caso destacou porque ele mesmo "em uma coletiva de imprensa, declarou que recebeu o rascunho do golpe, manuseou-o e analisou-o porque ia considerar se declararia estado de sítio ou estado de defesa". "Não há mais dúvidas de que essa minuta foi passada de mão em mão, chegando ao presidente da República", acrescentou em um texto publicado no site do órgão judicial.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático