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MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O Supremo Tribunal Federal do Brasil aceitou na terça-feira as acusações contra dez dos doze acusados de planejar os assassinatos do presidente Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do juiz Alexandre de Moraes, do mais alto órgão judicial do país, que também está investigando o caso.
Os réus, incluídos no grupo 3 do plano de golpe após a vitória eleitoral de Lula em 2022, são onze militares e um policial federal acusados, além das tentativas de assassinato, de planejar "ações táticas" para realizar o golpe, como "pressão para garantir a adesão da liderança das Forças Armadas ao plano, o monitoramento de autoridades e o planejamento de ataques" para manter Bolsonaro no poder, de acordo com o Ministério Público brasileiro.
Os acusados supostamente não conseguiram obter o apoio explícito do comandante do exército, o que os levou a abandonar a operação "no último minuto", de acordo com o portal brasileiro UOL. No caso de Moraes, os acusados chegaram a monitorar a localização do juiz e até se aproximaram de sua residência em Brasília para executar o plano de capturá-lo ou assassiná-lo.
"Se o golpe tivesse ocorrido, eu dificilmente seria o instrutor", disse De Moraes, que garantiu que, mesmo que o plano de golpe não tivesse sido bem-sucedido, o crime havia sido cometido.
O policial acusado, Wladimir Matos Soares, enviou áudios em que dizia fazer parte de um grupo armado disposto a "tomar tudo" e "matar meio mundo" para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
Até o momento, a Primeira Câmara do Tribunal aceitou por unanimidade acusações formais contra 31 pessoas, incluindo Bolsonaro, das 34 inicialmente denunciadas. Com as acusações contra dois dos réus rejeitadas, apenas o caso de Paulo Figueiredo Neto - neto do último presidente da ditadura militar, João Batista Figueiredo - que reside fora do Brasil e cujo julgamento está pendente de uma data.
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