Europa Press/Contacto/O Globo - Arquivo
MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte do Brasil ordenou na quinta-feira a prisão imediata do ex-presidente do país Fernando Collor, condenado a quase nove anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro durante seu período como senador (2007-2023), depois de rejeitar um recurso apresentado por sua defesa para uma revisão da sentença.
O Ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, tomou essa decisão com base no fato de que o recurso apresentado pelos advogados de Collor buscava apenas atrasar o processo para evitar sua conclusão.
"A manifesta inadmissibilidade dos embargos, segundo a jurisprudência da Corte, revela o caráter meramente protelatório dos infratores, autorizando a certificação do trânsito em julgado e a imediata execução da pena", diz a resolução divulgada pela Agência Brasil.
De Moraes também pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, juiz Luís Roberto Barroso, que convoque uma audiência para endossar sua decisão, um evento que ocorrerá nesta sexta-feira, 25 de abril.
A defesa de Collor disse em um comunicado que recebeu a notícia com "surpresa e preocupação" e garantiu que o ex-presidente comparecerá pessoalmente para cumprir sua sentença.
"A defesa do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello recebe com surpresa e preocupação a decisão proferida hoje pelo ministro Alexandre de Moraes, que rejeitou, de forma monocrática, o recurso admissível de embargos infringentes apresentado antes da sentença do Plenário do Supremo Tribunal Federal, (...) e determinou a imediata prisão do ex-presidente", afirmou.
O Supremo Tribunal Federal condenou Collor em 2023 a oito anos e dez meses de prisão por suborno em um esquema de corrupção na BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras. De acordo com a sentença, de 2010 a 2014, Collor influenciou a diretoria da empresa, o que levou à assinatura de contratos entre a estatal e a construtora UTC. A promotoria alega que o acusado recebeu 20 milhões de reais (€ 3,7 milhões) em troca.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático