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MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
O juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, advertiu o ex-presidente Jair Bolsonaro, na segunda-feira, que ele pode ser preso e ter a prisão preventiva decretada caso não cumpra as medidas cautelares que o impedem de usar as redes sociais em primeira pessoa ou por meio de terceiros.
De Moraes emitiu a advertência depois que Bolsonaro postou em suas redes sociais links para entrevistas que havia dado à imprensa nos últimos dias.
A medida afeta a transmissão, retransmissão ou publicação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas de mídia social, inclusive por terceiros.
"O investigado não poderá se utilizar desses meios para burlar a medida, sob pena de revogação imediata e prisão", disse De Moraes.
Essas medidas cautelares fazem parte da investigação contra o filho de Bolsonaro e deputado federal Eduardo Bolsonaro, por colaborar com o governo dos EUA para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e por obstruir a persecução penal da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
Entre as medidas decretadas está o uso de tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta-feira e confinamento integral nos finais de semana e feriados, proibição de aproximação e acesso a embaixadas ou consulados de países estrangeiros, proibição de contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras, proibição de uso de redes sociais, proibição de contato com Eduardo Bolsonaro e outros investigados pela trama golpista.
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