Publicado 27/05/2025 02:46

Supremo Tribunal Federal abre investigação contra o filho de Bolsonaro por tentar fazer com que os EUA agissem contra o juiz De Mora

Archivo - 20 de fevereiro de 2025, National Harbor, Maryland, EUA: Eduardo Bolsonaro discursa durante o primeiro dia da Conferência CPAC 2025 no Gaylord Convention Center em National Harbor, Maryland, em 20 de fevereiro de 2025.
Europa Press/Contacto/Lev Radin - Arquivo

MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -

O juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, abriu uma investigação na segunda-feira contra o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por suas ações nos Estados Unidos, de onde lançou uma campanha para defender a inocência de seu pai, acusado de um golpe de Estado pelo ataque às instituições em janeiro de 2023.

De Moraes tomou essa decisão a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelos crimes de obstrução de investigações, coação durante o processo em andamento e atentado contra a soberania do Brasil. Além disso, o magistrado do Supremo Tribunal Federal autorizou o depoimento de Jair Bolsonaro para dar explicações por ter sido "diretamente beneficiado" pelas ações de seu filho, segundo a Agência Brasil.

O Ministério Público considera que Eduardo Bolsonaro está tentando interferir no "desenvolvimento normal" do processo penal em curso contra seu pai "e seus aliados". Assim, denunciou a "intenção de embaraçar" o processo do Supremo Tribunal Federal e "atrapalhar" o trabalho da Polícia Federal.

Em março deste ano, o deputado pediu uma licença de 122 dias e foi morar nos Estados Unidos, onde supostamente estaria articulando as sanções de Washington contra o juiz De Moraes para "coagir" o tribunal superior, de acordo com o portal de notícias brasileiro UOL.

Na semana passada, o Secretário de Estado Marco Rubio confirmou perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado que há uma "grande possibilidade" de que o juiz da Suprema Corte seja sancionado pelas autoridades norte-americanas.

De acordo com a acusação, Jair Bolsonaro e seu ex-candidato a vice-presidente, o general Walter Braga Netto, lideraram uma organização criminosa que chegou a considerar matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se não conseguissem impedir o resultado das eleições de outubro de 2022.

Entre os acusados estão figuras muito próximas a Bolsonaro, como seu então "braço direito", o coronel Mauro Cid, que assinou um acordo de colaboração com a Justiça; o ex-diretor de inteligência Alexandre Ramagem; o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o ministro da Justiça Anderson Torres, e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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