Publicado 13/02/2026 07:50

O Supremo Tribunal do Reino Unido considera ilegal a proibição do grupo Palestine Action

25 de janeiro de 2026, Londres, Reino Unido: Ativista pró-palestino é preso por invadir o terreno da prisão HMP Wormwood Scrubs durante o comício. Dezenas de manifestantes pró-palestinos protestam contra a prisão da Palestina.
Europa Press/Contacto/Lab Ky Mo

MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) - O Supremo Tribunal do Reino Unido declarou ilegal nesta sexta-feira a decisão do governo de proibir o grupo Palestine Action, após um recurso apresentado pela fundadora da organização, Huda Ammori, que comemorou a decisão.

“Vencemos”, disse Ammori em uma mensagem nas redes sociais, onde destacou que o tribunal “decidiu que a proibição do Palestine Action é ilegal porque é desproporcional em relação à liberdade de expressão” e que “a ministra do Interior (Yvette Cooper, na época) violou suas próprias políticas”. “O tribunal ordenou que a proibição fosse retirada”, concluiu. A juíza Victoria Sharp, do Tribunal Superior de Justiça, indicou que, apesar da decisão, a organização, fundada em 2020, permanecerá ilegal por enquanto, enquanto se dá tempo ao governo para considerar se vai apresentar um recurso.

O recurso foi apresentado por Ammori depois que Cooper — agora titular da pasta das Relações Exteriores — decidiu ilegalizar o grupo, uma medida que entrou em vigor em julho de 2025, colocando-o no mesmo nível de organizações como a Al Qaeda e o Estado Islâmico, com a pertença ou o apoio a essas formações puníveis com até 14 anos de prisão.

Assim, a medida implicava que atos como vestir uma camiseta ou portar um cartaz com o nome do grupo poderiam acarretar penas de seis meses de prisão, medidas criticadas por numerosas organizações civis, que consideram que se tratava de medidas excessivas e sem precedentes no Reino Unido.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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