Publicado 26/02/2026 16:04

O Supremo levanta o sigilo bancário do filho mais velho de Lula por sua possível relação em um caso de corrupção

22 de fevereiro de 2026, Índia, Nova Deli: O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, gesticula durante uma coletiva de imprensa em Nova Deli. Foto: Kabir Jhangiani/ZUMA Press Wire/dpa
Kabir Jhangiani/ZUMA Press Wire/ DPA

MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) -

O juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil, André Mendonça, a pedido da Polícia Federal, autorizou o levantamento do sigilo bancário, fiscal e das comunicações de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como parte de uma investigação sobre um esquema de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A autorização ocorreu em janeiro, mas foi nesta quinta-feira que a imprensa brasileira divulgou a notícia, pouco depois de a oposição conseguir que a comissão de investigação do Congresso sobre esses fatos votasse a favor do levantamento do sigilo bancário e fiscal de “Lulinha”.

A Polícia Federal argumentou em seu pedido ao juiz que “Lulinha” aparece como possível beneficiário desse esquema de desvio de fundos em uma das fases da chamada operação “Sem Desconto”.

Os dados coletados até o momento, no entanto, “sugerem a possível participação de Fábio Lula em ações destinadas a promover os projetos empresariais” do suposto líder da trama, Antonio Camilo Antunes, preso há alguns dias, segundo aponta um dos trechos da investigação policial.

No entanto, a própria investigação da polícia indica que as menções ao filho do presidente brasileiro provêm de terceiros e que, por enquanto, não há evidências de sua participação direta nesses fatos, aponta a rede Globo.

A oposição baseou-se na investigação policial para sustentar seu pedido, que foi finalmente aprovado pela comissão parlamentar de investigação entre fortes pressões e trocas de acusações, em uma sessão em que ocorreram alguns momentos de tensão, incluindo empurrões.

Para as forças aliadas do governo, a medida não passa de uma tentativa de prejudicar a credibilidade do presidente Lula da Silva a poucos meses das eleições presidenciais. Há algumas semanas, Lula da Silva revelou em entrevista ao portal UOL que conversou com seu filho e deixou claro que ele “pagaria o preço” caso tivesse alguma implicação. “Que se investigue o que tiver que ser investigado”, afirmou. “Quando o nome do meu filho surgiu, liguei para ele e disse isso a todo mundo. Olhei nos olhos do meu filho e disse: ‘só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço por isso. Se não, defenda-se'”, relatou o presidente. Na entrevista, ele lembrou que foi durante seu mandato que foi descoberta essa suposta trama formada “anos atrás”, durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, e sugeriu que fosse o governo a propor uma comissão de investigação no Congresso para descobrir quem estava por trás dela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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