Publicado 15/04/2026 11:11

Suprema Corte ordena investigação contra filho de Bolsonaro por difamação após associar Lula ao tráfico de drogas

28 de março de 2026, Grapevine, Texas, EUA: Flavio Bolsonaro, senador brasileiro, chega para discursar no terceiro dia da Conferência CPAC no Gaylord Texan Resort & Convention Center, em Grapevine, Texas, em 26 de março de 2026.
Europa Press/Contacto/Lev Radin

MADRID 15 abr. (EUROPA PRESS) -

O juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes ordenou a abertura de um inquérito por suposta difamação contra o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e candidato à presidência, depois que ele acusou o presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, de cometer crimes relacionados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

O caso remonta a algumas mensagens divulgadas por Bolsonaro nas quais ele vincula Lula ao ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, capturado em janeiro pelas forças de segurança americanas após uma operação especial no país latino-americano.

"Lula será denunciado. Acabou o Fórum de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras, eleições fraudulentas”, afirmou em uma mensagem nas redes sociais no último dia 3 de janeiro.

O Ministério Público argumentou em seu parecer que, na publicação, acessível a milhares de usuários, Bolsonaro “atribui falsamente atos criminosos ao presidente da República de forma pública e humilhante”, conforme noticiado pelo jornal “O Globo”.

A Polícia Federal terá 60 dias para conduzir as investigações necessárias contra Bolsonaro, que até o momento não se pronunciou. Seu pai já prestou depoimento em fevereiro passado, da prisão de Brasília, onde cumpre pena de 27 anos pelo golpe de Estado, por um possível crime contra a honra após comentários semelhantes contra Lula.

O ex-presidente defendeu então que seus comentários — ele chamou Lula de “bêbado” e “assaltante”, além de associá-lo ao tráfico de drogas — faziam parte de críticas políticas após um comício do atual presidente durante as eleições presidenciais de 2022 na favela do Alemão, localizada na zona norte do Rio de Janeiro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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