Publicado 03/06/2026 17:38

A Suprema Corte de Israel revoga a ordem que proibia as visitas do CICR aos presos palestinos

Archivo - Arquivo - JERUSALÉM, 12 de setembro de 2023  -- Pessoas participam de uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal de Israel, em Jerusalém, em 12 de setembro de 2023. O Supremo Tribunal de Israel iniciou, nesta terça-feira, as audiências contr
Europa Press/Contacto/Chen Junqing - Arquivo

MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -

O Supremo Tribunal de Israel decidiu nesta quarta-feira anular a ordem emitida pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu após os ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) em outubro de 2023, que proibia o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) de visitar prisioneiros palestinos em prisões israelenses.

Os 15 membros do tribunal apoiaram essa decisão, que alega que a ordem não tem respaldo na legislação israelense nem no Direito Internacional e que considera que o Executivo não apresentou fundamentos legais para negar as visitas do CICR, apesar das “inúmeras oportunidades” que o tribunal lhe concedeu para que o fizesse, segundo o jornal “The Times of Israel”.

A Suprema Corte lembrou ainda em seu parecer que os últimos reféns que permaneciam na Faixa de Gaza foram libertados em outubro do ano passado, depois que o governo de Israel alegou, entre outros motivos para proibir as visitas do CICR aos prisioneiros palestinos, que as pessoas sequestradas pela milícia também não tinham acesso ao pessoal da entidade.

Por isso, o tribunal determinou que as autoridades israelenses devem permitir as visitas de representantes do CICR aos prisioneiros palestinos e informá-los sobre sua situação, embora não tenha estabelecido um prazo para isso.

O presidente da Suprema Corte, Isaac Amit, o vice-presidente, Noam Sholberg, e a juíza Daphne Barak Erez, os três magistrados de maior hierarquia do tribunal, tornaram pública a decisão.

No documento, Erez destacou que, dadas as circunstâncias atuais, o tribunal não precisa abordar o que chamou de “dilema”, referindo-se ao fato de que era “difícil aceitar” a situação vivida pelos reféns enquanto alguns presos solicitavam acesso ao CICR, embora tenha esclarecido que “as obrigações decorrentes do Direito Internacional se mantêm independentemente da reciprocidade”.

As organizações que recorreram da ordem do governo, lideradas pela Associação pelos Direitos Civis em Israel (ACRI), lamentaram “que o processo tenha se prolongado tanto”, embora tenham manifestado sua esperança de que “o retorno da Cruz Vermelha às prisões finalmente ponha fim às políticas abusivas do Serviço Penitenciário”.

“A situação nas prisões e nos centros de detenção militar é terrível. Desde o início da guerra, temos recebido relatos horríveis sobre os abusos, a violência e a fome que os presos palestinos sofrem, sem exceção”, afirmou Oded Feller, advogado da ACRI.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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