OFICINA DEL PORTAVOZ DEL PRIMER MINISTRO DE ISRAEL
MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O Supremo Tribunal de Israel confirmou nesta segunda-feira a nomeação de Roman Hofman, atual secretário militar do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, como novo chefe do Mossad, o serviço de inteligência do país.
Os juízes rejeitaram dois pedidos contra sua nomeação, entre eles um da procuradora-geral Gali Baharav-Miara, ao considerarem que sua integridade no cargo “não foi comprometida” durante um incidente ocorrido em 2022, quando Hofman era comandante da 210ª divisão das Forças de Defesa.
O caso remonta à prisão de Ori Elmakayes, um jovem de 17 anos que ficou atrás das grades por mais de um ano e foi detido pelo Shin Bet, o serviço de Segurança Interna israelense, acusado de espionagem por ter publicado informações de inteligência em suas redes sociais.
O jovem foi detido pelas forças de segurança, apesar de ter sido contratado pelo próprio Exército israelense como parte de uma operação nas redes sociais contra elementos inimigos na Síria. Gofman não interveio em favor de Elmakayes, embora o Ministério Público tenha investigado o caso e, no final, todas as acusações contra ele tenham sido retiradas.
Gofman, que substituirá David Barnea à frente da Inteligência israelense a partir de 2 de junho de 2026, nasceu na Bielorrússia e chegou a Israel junto com sua família em 1990, quando tinha 14 anos. Durante sua carreira militar, ascendeu no Corpo de Blindados das Forças de Defesa de Israel (FDI) até chegar ao posto de comandante de divisão, antes de deixar os cargos de combate.
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