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MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte dos Estados Unidos restabeleceu temporariamente o acesso à pílula abortiva mifepristona, após uma decisão de um tribunal de primeira instância que limitava seu acesso por correio e por meios eletrônicos e que estabelecia como principal requisito para obtê-la a prescrição por um médico em consulta presencial.
O juiz conservador Samuel Alito suspendeu provisoriamente, por uma semana, uma decisão anterior, depois que um grupo de empresas farmacêuticas apresentou um recurso ao tribunal superior, na sequência de uma decisão de um tribunal de apelação que bloqueava o acesso à pílula por correio e por serviços de telessaúde.
A empresa farmacêutica Danco Laboratories havia defendido que o bloqueio da medida — que restabelecia novamente a exigência de solicitar o medicamento por meio de consulta presencial a um médico — gerava “confusão” dentro do setor, conforme informou a rede de TV americana CNN.
A suspensão, portanto, está longe de ser uma decisão final e não representa a opinião da Suprema Corte, que agora terá de analisar o recurso apresentado ao tribunal. Este medicamento está no centro das atenções desde que, em 2022, foi revogada a histórica decisão Roe contra Wade, que consagrava o direito ao aborto em todo o país.
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