Publicado 05/06/2025 12:33

A Suprema Corte dos EUA anula a queixa do México contra os fabricantes de armas por incentivar a violência

Archivo - 13 de abril de 2025 - Santa Teresa, Novo México, EUA - O soldado do Exército dos EUA Tyler Gottsponer, do 1º Batalhão, 41º Regimento de Infantaria, 2ª Equipe de Combate da Brigada Stryker, 4ª Divisão de Infantaria, designado para a Força-Tarefa
Europa Press/Contacto/U.S. Army - Arquivo

MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou uma queixa apresentada pelo México acusando os fabricantes de armas norte-americanos de serem responsáveis pela violência dos cartéis de drogas, por entender que eles não incentivam de forma alguma as ações que podem ser perpetradas com esse equipamento.

A decisão é unânime e, nela, os magistrados argumentam que o México não foi capaz de justificar que as empresas "ajudaram e foram cúmplices" da venda ilegal de armas aos cartéis, apesar de haver "pouca dúvida" de que essas entregas realmente ocorreram e que até mesmo os fabricantes estavam cientes disso.

Assim, a decisão assinada pela juíza Elena Kagan ressalta que a exceção incluída na Lei de Proteção ao Comércio Legal de Armas só contempla a punição no caso de a empresa fabricante ser parte ativa no processo e que, na denúncia apresentada pelo México, as empresas em questão gozam de "imunidade", informa a CNN.

A queixa, apresentada em 2021, visava um total de sete empresas e exigia até US$ 10 bilhões (mais de € 8,7 bilhões) em danos. De acordo com as autoridades mexicanas, entre 70 e 90 por cento das armas recuperadas são de fabricação norte-americana.

A Associação Nacional do Rifle (NRA), o principal lobby das armas nos Estados Unidos, comemorou nas mídias sociais o que considera "uma enorme vitória legal".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado