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MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte dos Estados Unidos publicou uma decisão na segunda-feira que abre caminho para o plano do presidente Donald Trump de deportar imigrantes para países terceiros.
A medida suspende uma decisão anterior do juiz federal Brian Murphy que obrigava a Administração a dar aos imigrantes tempo suficiente para recorrer de sua deportação devido ao risco de tortura e vetava enviá-los a países onde não haviam residido anteriormente.
Murphy considerou que as autoridades haviam "inquestionavelmente" descumprido sua decisão ao deportar um grupo de oito imigrantes de várias nacionalidades para o Sudão do Sul. A Casa Branca solicitou à Suprema Corte que suspendesse a medida.
O anúncio da Suprema Corte não foi assinado como uma medida de emergência, mas reflete o voto dissidente dos três juízes considerados "liberais" nos EUA, Sonia Sotomayor, Elena Kagan e Ketanji Brown Jackson. "Em questões de vida ou morte, é melhor proceder com cautela. Nesse caso, o governo adotou a abordagem oposta", argumentaram.
A National Alliance for Immigration Litigation (Aliança Nacional para Litígio de Imigração), parte do caso, alertou sobre as "ramificações horríveis" dessa medida porque ela "elimina as proteções do devido processo legal" e pode levar a "tortura e morte", de acordo com a diretora executiva da organização, Trina Realmuto.
O procurador-geral dos EUA, D. John Sauer, argumentou que a medida de Murphy impunha "uma série de procedimentos onerosos" ao governo que interferiam na autoridade do presidente para conduzir a política externa. Sauer observou que o objetivo é deportar "os piores dos piores" e que é por isso que "eles geralmente são indesejados" em seus países de origem.
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