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MADRID 8 out. (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte do Peru ordenou na terça-feira que o juiz Martin Hurtado Reyes seja reintegrado como membro do Tribunal Constitucional, depois que o Conselho Nacional de Justiça o demitiu em 2021 por suas ligações com o caso "Colarinhos Brancos do Porto", no qual a ex-candidata presidencial Keiko Fujimori foi implicada.
O tribunal tomou essa decisão com o apoio de cinco juízes contra dois, anulando assim a medida imposta há quatro anos pelo Conselho Nacional de Justiça contra Hurtado, acusado de ter pedido a César Hinostroza - então juiz da Suprema Corte - para intervir em um caso em que a líder da Fuerza Popular (FP) havia protegido judicial e administrativamente uma empresa em troca de financiamento para suas campanhas.
A decisão da Suprema Corte não implica a reintegração imediata de Martín Hurtado, que terá de esperar que surja uma vaga no tribunal, de acordo com o 'La República'.
O caso veio à tona em 2018, após a divulgação de áudios que revelaram trocas de favores entre juízes, promotores e outros membros do judiciário, incluindo até 20 conversas telefônicas entre Hurtado e Hinostroza, que está enfrentando processos de extradição da Espanha, relata o diário peruano, como um dos principais réus no esquema.
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