Publicado 22/09/2025 23:14

A Suprema Corte do Brasil e seu Ministro De Moraes rejeitam as sanções dos EUA contra a esposa do magistrado

Archivo - 6 de outubro de 2024, São Paulo, São Paulo, Brasil: SAO PAULO (SP), 06/10/2024 " MOVIMENTO / ELEIÇÕES / MADRE ALIX / SP " O Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e sua esposa Viviane Barci de Moraes chegam para votar na sessão
Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana

O tribunal superior diz que os EUA "se deixaram influenciar por uma narrativa que não reflete os fatos".

MADRID, 23 set. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Suprema Corte do Brasil, Alexandre de Moraes, descreveu na segunda-feira como "ilegal e deplorável" a aplicação de sanções contra sua esposa pelos Estados Unidos, o que o próprio tribunal lamentou, considerando-a "injusta".

"A aplicação ilegal e deplorável da Lei Magnistsky à minha esposa não só contradiz o histórico de respeito à lei e aos direitos fundamentais dos Estados Unidos, como também viola o direito internacional, a soberania brasileira e a independência do Poder Judiciário", disse o magistrado em nota publicada no site do Supremo Tribunal Federal, em alusão à chamada Lei Global Magnitsky de Responsabilização pelos Direitos Humanos, pela qual os EUA se declaram habilitados a processar unilateralmente cidadãos estrangeiros acusados de atos de corrupção ou violação de direitos fundamentais.

Apesar disso, De Moraes defendeu que "as instituições brasileiras são fortes e sólidas", e que, consequentemente, "não há possibilidade constitucional de impunidade, omissão ou apaziguamento covarde" em termos de atuação do tribunal. "Como membro do Supremo Tribunal Federal, continuarei a cumprir minha missão constitucional de julgar com independência e imparcialidade", afirmou.

O tribunal superior, por sua vez, denunciou em um comunicado que "se sancionar um juiz por agir de forma independente e dentro da estrutura da lei e da Constituição já era injusto, estender as medidas ao parente de um juiz é ainda mais injusto".

"Lamentavelmente, as autoridades norte-americanas foram influenciadas por uma narrativa que não reflete os fatos", disse o tribunal, defendendo seu trabalho no caso da tentativa de golpe como "um julgamento que respeitou o devido processo legal e o pleno direito de defesa, com total publicidade". Além disso, o tribunal sustentou que "no Brasil, quase toda a sociedade reconhece a importância histórica de um julgamento e punição por uma tentativa de golpe".

O julgamento do golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro provocou uma reação irada de Washington, incluindo uma tarifa de 50% sobre as importações do país latino-americano, enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva insistiu que defenderá sua soberania contra qualquer "chantagem do poderoso vizinho ao norte".

Em junho deste ano, o governo Trump justificou a inclusão de De Moraes em sua lista de indivíduos sancionados por considerar o processo contra o ex-presidente de ultradireita como uma "caça às bruxas".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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