Publicado 09/09/2026 12:49

A Suprema Corte do Brasil restabelece no cargo o diretor da Polícia e o chefe de Inteligência da corporação

Archivo - Arquivo - 23 de fevereiro de 2024, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil: ARQUIVO.RIO DE JANEIRO (RJ), 23/02/2024 - FLAVIO DINO/STF/LULA: Flavio Dino, ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública do Brasil, atual ministro do Supremo Tribunal F
Saulo Angelo / Zuma Press / Europa Press - Arquivo

MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -

A Suprema Corte do Brasil determinou nesta quarta-feira a reintegração do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em seu cargo, depois que o juiz da mesma corte, André Mendoça, decidiu destituí-lo na véspera, na sequência de relatórios policiais que acusavam esse magistrado de influenciar determinadas investigações e de abuso de autoridade.

O ministro do Supremo Flávio Dino decidiu que Rodrigues retorne ao cargo, alegando “irregularidades processuais” no pedido apresentado pelo partido Novo para afastar o diretor da Polícia Federal e o chefe de inteligência do órgão, Leandro Almada, que também foi reintegrado ao cargo.

A formação “carece de legitimidade para solicitar medidas cautelares em investigações ou processos penais, conforme evidenciado pelo (...) Código de Processo Penal, cujas disposições não contêm nenhuma referência aos partidos políticos entre os sujeitos legitimados a agir nesse âmbito do Direito”, destacou Dino em uma decisão divulgada pela agência de notícias Brasil.

O juiz considerou ainda que “a substituição repentina da direção pode comprometer a continuidade dos trabalhos, os fluxos de informação e o cumprimento oportuno das decisões judiciais” e argumentou, além disso, que seu colega Mendonça não tinha competência para destituir Rodrigues e Almada.

Mendoça justificou sua decisão alegando ser alvo de uma “vigilância sistemática” por parte de Rodrigues e Almada, a quem acusou de elaborar relatórios sobre ele, mas também sobre o procurador-geral do Estado, Jorge Messias.

Sua medida ocorreu depois que o também juiz do Supremo, Alexandre de Moraes, ordenou o levantamento do sigilo processual sobre os referidos relatórios, um dos quais acusa Mendonça de agir para orientar investigações contra De Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (do partido União Brasil-AP), comprometendo assim “a imparcialidade judicial e favorecendo grupos políticos específicos”.

Além disso, sugere a prática de crimes relacionados a abuso de autoridade, irregularidades administrativas e condutas indevidas no exercício do cargo em relação à gestão de casos envolvendo o Banco Master e o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

O levantamento do sigilo sobre esses relatórios ocorreu após uma medida idêntica de Mendonça em relação a outro relatório policial que reunia mensagens enviadas pelo ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao juiz De Moraes, o qual solicitou ao Supremo a abertura de uma investigação formal contra seu colega.

LULA PEDE “TRANSPARÊNCIA” DIANTE DA “CRISE” NO SUPREMO

Em meio a essa guerra de investigações entre os membros do Supremo, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, exigiu “esclarecimentos e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”.

“É necessária maior transparência e não vazamentos seletivos que afetem a disputa eleitoral”, defendeu em suas redes sociais, ao mesmo tempo em que instou pelo levantamento “total” do sigilo de inquérito no chamado caso ‘Master’. “Sejam quem forem (os envolvidos), por mais que doa”, esclareceu.

“O Brasil precisa saber a verdade”, concluiu o presidente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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