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MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
A sede do Supremo Tribunal Federal do Brasil teve sua segurança reforçada na segunda-feira, um dia antes do início do julgamento por tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro após a vitória do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de 2022.
O contingente da Polícia Militar do Distrito Federal permanecerá no local até 12 de setembro, data em que o julgamento deve ser concluído de acordo com o cronograma estipulado pelo tribunal superior, informa a Agência Brasil.
A partir de segunda-feira, uma unidade integrada de inteligência - que reúne órgãos de segurança locais e nacionais que rastreiam pessoas em Brasília e nas redes sociais - também começou a funcionar na sede da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
A partir de terça-feira, os arredores do tribunal estarão sujeitos a um sistema de segurança integrado entre a Polícia Judiciária Federal e a Secretaria de Segurança Pública da capital. Além disso, serão proibidas reuniões que constituam manifestações e qualquer tipo de acampamento nas proximidades.
A polícia monitorará as pessoas que passarem pela Plaza de los Tres Poderes e pelas entradas da Suprema Corte, incluindo a revista de mochilas e bolsas. Também serão realizadas batidas diurnas e noturnas com drones detectores de temperatura corporal.
Embora não sejam permitidas manifestações nas proximidades, espera-se um fluxo maior de pessoas, já que mais de 3.000 pessoas se registraram para participar pessoalmente e mais de 500 jornalistas nacionais e internacionais solicitaram credenciamento.
Bolsonaro - com tornozeleira eletrônica e em prisão domiciliar - e outras sete pessoas fazem parte do chamado núcleo central da trama golpista com a qual pretendia se manter no poder após as eleições de outubro de 2022. Eles são acusados de associação criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado de Direito, golpe de Estado e dano ao patrimônio durante os protestos em que se tentou tomar as instituições em 8 de janeiro de 2023.
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