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MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte do Brasil autorizou nesta sexta-feira a inclusão do juiz do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, em uma investigação sobre a suposta venda de decisões judiciais.
Com sua inclusão, promovida pelo juiz responsável pelo inquérito, Cristiano Zanin, já são dez os indiciados por crimes de participação em organização criminosa e corrupção no âmbito da “Operação Sisamnes”.
As investigações da Polícia Federal revelaram que vários funcionários do tribunal teriam acessado ilegalmente o sistema informático do tribunal para redigir pareceres e vender informações privilegiadas a terceiros. O magistrado Buzzi, que já estava temporariamente afastado de suas funções devido a duas acusações independentes de assédio sexual, passa a integrar a lista de suspeitos.
Por sua vez, a defesa de Buzzi negou categoricamente as acusações e garantiu que o juiz não tem conhecimento das investigações. Em um comunicado, seus advogados afirmaram que o juiz “não tem relação com as atividades profissionais de seus familiares” — com os quais está proibido por lei de julgar casos — e ressaltaram que ele nem mesmo figura formalmente como investigado no caso.
“A defesa esclarece que o ministro Marco Buzzi não tem nenhuma relação com as atividades profissionais de seus familiares; pelo contrário, está legalmente proibido de julgar casos nos quais seus familiares estejam envolvidos. Além disso, declara que desconhece a investigação e que nem mesmo está sendo investigado”, afirmou a defesa”, diz o comunicado.
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