Sebastián Hipperdinger - Europa Press - Arquivo
MADRID 18 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, suspendeu neste sábado a visita que o presidente da Argentina, Javier Milei, tinha previsto realizar na próxima semana ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar.
De Moraes fundamentou essa decisão no endurecimento, anunciado na última sexta-feira, das condições da prisão domiciliar do ex-presidente brasileiro por fazer campanha a favor de seu filho Flávio, segundo informam a mídia brasileira. Bolsonaro, segundo o ministro, violou as medidas cautelares ao apresentar uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial de seu filho, que é senador.
A decisão proíbe visitas a Bolsonaro com fins políticos ou eleitorais até o término das eleições gerais de 2026, a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais elaborados por Bolsonaro, inclusive por meio de terceiros, independentemente do meio utilizado, e impede Flávio Bolsonaro de visitar seu pai durante os próximos três meses.
O ex-líder do Brasil cumpre, por motivos humanitários, sua pena de 27 anos de prisão por crimes de golpe de Estado em sua residência na capital, Brasília.
Ao longo de todo o processo judicial, houve várias ocasiões em que ele tentou contornar as medidas cautelares, não apenas utilizando redes sociais por meio de terceiros, mas também chegando a quebrar sua tornozeleira eletrônica.
Recentemente, a descoberta de uma pistola em seu nome, que estava em posse de um de seus guarda-costas durante uma blitz rodoviária de rotina, colocou em risco o benefício penitenciário que lhe foi concedido temporariamente até que sua saúde melhore.
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