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MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -
A Suprema Corte do Brasil autorizou nesta terça-feira a abertura de uma nova investigação contra Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente do país, por supostos crimes de corrupção e tráfico de influência.
O juiz do Supremo Flávio Dino atendeu, assim, a um pedido da Polícia Federal para investigar as atividades do empresário, conhecido como Lulinha, e esclarecer as suspeitas sobre tráfico de influência, segundo informam meios de comunicação locais, como o jornal “Folha” e a rede O Globo.
Trata-se da terceira investigação aberta contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora os outros dois processos contra Lulinha, que estão a cargo do juiz André Mendonça, também incluam suspeitas de tráfico de influência.
Especificamente, as autoridades investigam a possível intermediação do filho do presidente brasileiro em favor do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes e da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, em negociações com o governo brasileiro.
Por outro lado, Dino também autorizou a investigação dos vazamentos de dados confidenciais, após um pedido da defesa de Lula da Silva, que, em comunicado, afirmou ter “total tranquilidade” diante desse novo processo e garantiu que o empresário “demonstrará que não tem qualquer relação, direta ou indireta, com qualquer tipo de irregularidade”.
“Solicitamos a todos os órgãos responsáveis que adotem medidas enérgicas contra os vazamentos reiterados, seletivos e criminosos. Denunciamos a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em detrimento da imparcialidade e da legalidade que devem reger os processos penais”, afirmaram em seu comunicado os advogados Guilherme Santos e Marco Aurélio de Carvalho.
As suspeitas em torno de Lulinha já começaram a circular no ano passado, a ponto de o próprio Lula chegar a afirmar que, caso seu filho estivesse envolvido, ele deveria ser investigado. “Ninguém vai se safar. Se meu filho estiver envolvido nisso, será investigado”, afirmou na época o chefe do Planalto, conforme lembrou o referido jornal brasileiro.
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