Publicado 31/07/2026 00:45

A Suprema Corte do Brasil autoriza a investigação do filho de Lula por suposto tráfico de influência

O chefe do Planalto afirma que Lulinha “terá que provar que é inocente”

25 de julho de 2026, Campinas, São Paulo, Brasil: Campinas (SP), 25 de julho de 2026 — Política/Convenção/PT — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da convenção estadual do Partido dos Trabalhadores em São Paulo para indicar oficialmente Ferna
Europa Press/Contacto/Leandro Chemalle

MADRID, 31 jul. (EUROPA PRESS) -

O Supremo Tribunal Federal do Brasil autorizou a investigação de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, por um suposto crime de tráfico de influência em negociações para a obtenção de uma licença para a comercialização de cannabis medicinal, em programas vinculados ao Ministério da Saúde.

Foi o juiz André Mendonça quem deu sinal verde para a abertura do referido processo contra o também conhecido como Lulinha, em resposta a um pedido formulado anteriormente pela Polícia Federal, segundo informa o jornal “Folha”.

Mais especificamente, as autoridades investigam a possível intermediação do filho do presidente brasileiro em favor do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes e de outra empresária em negociações com o governo brasileiro.

As suspeitas em torno de Lulinha já começaram a circular no ano passado, a ponto de o próprio Lula ter chegado a afirmar que, caso seu filho estivesse envolvido, ele deveria ser investigado. “Ninguém vai se safar. Se meu filho estiver envolvido nisso, será investigado”, afirmou na época o chefe do Planalto, conforme lembrou o referido jornal brasileiro.

Após a divulgação da decisão do juiz, o chefe do Executivo brasileiro se pronunciou sobre o assunto para garantir que seu cargo não será utilizado para “proteger” Lulinha. “Ele terá que provar que é inocente, assim como eu provei (...) E, se for culpado, terá que pagar o que todo mundo paga quando comete um erro”, destacou ele em uma entrevista no podcast Inteligência Ltda.

Insistindo, assim, que seu filho “não terá privilégios” e ressaltando que “jamais” pediria a um policial ou juiz “que não fizesse o que é certo”, Lula indicou que Lulinha “sabe que não tem o direito de errar” porque sabe pelo que seu pai “passou”.

“Ele viveu em minha casa o que eu passei (...) Ele sabe que minha esposa — Marisa Letícia — morreu por causa da tragédia da Operação Lava Jato. Ele sabe disso, por isso não tem o direito de errar”, afirmou o líder latino-americano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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