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MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O Supremo Tribunal da Rússia declarou nesta quinta-feira a ONG Memorial, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2022, como “organização extremista”, após aceitar um pedido do Ministério da Justiça, uma vez que sua dissolução já havia sido ordenada em 2021.
A sentença tem efeito imediato, embora se espere que a defesa recorra. As atividades dessa organização, que, segundo seu perfil, se concentra na defesa dos direitos humanos e na denúncia do passado soviético, ficam totalmente proibidas em território russo, informam agências de notícias estatais.
Fundada em 1992, em 2016 foi incluída no registro de agentes estrangeiros. Já em 2021, um tribunal de Moscou ordenou sua dissolução após uma denúncia do Ministério Público por distorcer e criar uma imagem falsa da União Soviética, bem como da Grande Guerra Patriótica, como é conhecida a vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
Nesta quarta-feira, o Comitê Norueguês do Nobel denunciou a “criminalização” que o governo da Rússia vem exercendo sobre essa ONG, para evitar o escrutínio internacional sobre “décadas de crimes de guerra, violações dos direitos humanos e vítimas da repressão soviética”.
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