Europa Press/Contacto/Henrique Casinhas
MADRID 15 jan. (EUROPA PRESS) - Inês Bichão, a assessora que denunciou por assédio o candidato liberal às eleições deste domingo em Portugal, João Cotrim de Figueiredo, lamentou a divulgação contra sua vontade e com caráter eleitoralista desses supostos fatos, cuja veracidade deverá ser apurada nos tribunais.
“Esse testemunho está a ser instrumentalizado num contexto de campanha eleitoral, contra a minha vontade, no qual não tive nada a ver. Os fatos já foram denunciados internamente durante 2023”, afirmou Bichão em comunicado à agência de notícias portuguesa Lusa. Bichão destacou que suas declarações foram “divulgadas ilegalmente” nas redes sociais e que eram “de natureza privada, originalmente compartilhadas em um contexto restrito e não público”, explicou.
“Não pretendo alimentar a polêmica, mas não deixarei de exercer os meus direitos no local adequado, onde a veracidade dos fatos será avaliada no âmbito e com as garantias asseguradas pelo Estado de Direito”, concluiu.
Na segunda-feira, surgiu nas redes sociais uma publicação, posteriormente eliminada, na qual uma antiga assessora do Partido Liberal atribuía a Cotrim de Figueiredo comportamentos e comentários inadequados de natureza sexual no trabalho. O candidato negou e anunciou que entraria com uma ação por difamação. Cotrim de Figueiredo, terceiro nas pesquisas para estas disputadas eleições presidenciais em Portugal, que provavelmente precisarão de um segundo turno, vinculou o governo a essas denúncias de assédio, já que agora a denunciante trabalharia para eles.
“Isso tem a ver com alguma tática política contra a minha candidatura, temendo que eu possa ofuscar ou excluir alguém do segundo turno”, disse ele após tomar conhecimento dessa denúncia, em meio ao apoio público que cerca de trinta funcionárias de seu partido lhe manifestaram por meio de uma carta publicada na mídia. Neste domingo, serão realizadas as eleições presidenciais em Portugal, que raramente elegeu o chefe de Estado no primeiro turno. Nesta ocasião, as pesquisas mostram que os eleitores terão que voltar às urnas em 8 de fevereiro. Os mais bem posicionados para esse segundo turno são o líder da extrema direita Chega, André Ventura, e o candidato socialista António José Seguro.
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