MADRID 14 ago. (EUROPA PRESS) -
O partido Sumar rejeitou a prorrogação do fechamento da usina nuclear de Almaraz (Cáceres) até 2030 e acusou o PSOE de descumprir o acordo do governo de coalizão que ambos os partidos assinaram em 2023, ao mesmo tempo em que insistiu que a “manutenção do parque nuclear obedece a pressões corporativas e não a necessidades técnicas, ambientais ou de competitividade econômica”.
Fontes do grupo confederal destacaram que a decisão do governo central em relação a Almaraz “freia a transição energética e onera a população”, indicando que continuar ultrapassando a vida útil dessas infraestruturas “adia a descarbonização real baseada em energias renováveis e impõe à sociedade custos e riscos inaceitáveis, além de encarecer o preço da energia”.
Em um comunicado divulgado pelo Los Comuns, o ministro da Cultura, Ernest Urtasun, também criticou o PSOE por não cumprir o acordo do governo de coalizão e acusou o Executivo de Pedro Sánchez de ter “cedido às pressões do oligopólio energético em detrimento da transição ecológica”. “Trata-se de um descumprimento do acordo de governo do PSOE com o Sumar e, portanto, manifestamos nossa rejeição”, afirmou o ministro.
Urtasun também questionou a justificativa da prorrogação com base nas “circunstâncias excepcionais” decorrentes do conflito no Oriente Médio e da volatilidade dos mercados de energia. “As crises energéticas não são resolvidas prolongando a vida útil das usinas nucleares, mas sim acelerando o desenvolvimento das energias renováveis, do armazenamento, das redes e da autonomia energética”, acrescentou.
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