Carlos Luján - Europa Press
Enrique Santiago afirma que é preciso ser “rigoroso” ao não tolerar comportamentos corruptos e ao defender uma postura ética na política
MADRID, 23 maio (EUROPA PRESS) -
O porta-voz da IU no Congresso e deputado do Sumar, Enrique Santiago, enfatizou neste sábado que “evidentemente nunca” farão parte de um governo no qual tenha havido “supostos casos de corrupção” e que estes tenham sido “permitidos”. “Sempre estabelecemos limites inegociáveis”, acrescentou.
Em entrevista ao programa “Parlamento” da “RNE”, divulgada pela Europa Press, Santiago respondeu assim quando questionado se o Sumar está tranquilo com o fechamento de fileiras em torno do governo que os parceiros parlamentares têm feito nos últimos dias, após se saber da acusação contra o ex-presidente socialista José Luis Rodríguez Zapatero.
O dirigente da IU sustenta que “toda a esquerda” está “prudentemente” atenta à evolução dessa acusação e concorda com a necessidade de deixar os juízes trabalharem para que se saiba realmente “o que está acontecendo”.
É PRECISO ESTAR “MUITO ATENTO”
No entanto, ele lembrou que as linhas vermelhas do Sumar são que “nunca” farão parte de um governo “no qual tenham ocorrido casos de corrupção e estes tenham sido permitidos”, o que, segundo ele, não afeta apenas as forças que agora integram o Conselho de Ministros, mas também as que o integravam no governo anterior.
Enrique Santiago considera que “todos” devem estar “muito vigilantes” e ser “muito rigorosos”, não apenas para não permitir comportamentos corruptos, mas também para defender “uma atitude ética” na política.
E é que, conforme ele alertou, existe “uma linha tênue” entre o tráfico de influências e a consultoria prestada por muitos ex-presidentes do Governo, o que requer uma avaliação dos tribunais de justiça, embora ele tenha defendido que, em todo caso, não são atitudes que o Sumar considere “nem politicamente corretas nem, evidentemente, éticas”.
Questionado sobre se o Sumar consideraria sair do Executivo caso se comprovasse que houve conivência do Conselho de Ministros no resgate da companhia aérea Plus Ultra, o deputado mostrou-se “certo” de que “isso não vai acontecer”. “O que houve foi um acordo do Conselho de Ministros para resgatar seis companhias aéreas”, o que, destacou ele, foi feito “corretamente”.
“NÃO HÁ PROBLEMA QUANTO À ADEQUAÇÃO DOS RESGATES”
“Não há um problema de fundo quanto à adequação dos resgates nem quanto ao mau uso do dinheiro dos resgates, mas sim se houve intervenções que possam, de alguma forma, ter influenciado determinadas decisões”, esclareceu.
Sobre se acredita que há uma intenção de atacar Zapatero, uma vez que outros ex-presidentes também prestaram consultoria, Santiago afirmou que, neste caso, “não há dúvida alguma” de que Zapatero “se meteu em problemas por tentar participar da solução dos problemas da Venezuela”.
Daí a insistência do Sumar em regulamentar de forma “estrita” as atividades dos ex-presidentes para evitar incorrer em situações que possam ser apresentadas como casos de corrupção e em reativar no Congresso a Lei dos Lobbies.
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