Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo
MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -
A coordenadora geral do Movimento Sumar, Lara Hernández, reivindicou neste sábado a pressão exercida sobre o PSOE para aprovar o plano anticrise com medidas habitacionais e controle das margens de lucro das empresas, alertando que, sem elas no Executivo, o que ocorre são “guinadas à direita”, “políticas a favor dos proprietários”, “reduções fiscais” e “presentes para a Repsol”.
Foi o que ela transmitiu durante sua intervenção inicial na reunião do Grupo Coordenador, o órgão máximo de direção do partido, para defender a firmeza dos cinco ministros do Sumar, que ontem, sexta-feira, se opuseram ao parceiro majoritário e adiaram o início do Conselho de Ministros extraordinário, forçando uma negociação de última hora que resultou no acordo de aprovar dois decretos, um deles com a prorrogação dos contratos de aluguel.
“Ontem foi um dia importante, companheiros. Ontem foi o dia em que o Sumar, por meio de seus cinco ministérios, disse ao PSOE: ‘Assim não’. Que ao seu decreto de reduções fiscais para fazer acenos à direita faltava governo, faltava coalizão e faltava progresso. Ou seja, faltava-lhe o Sumar”, afirmou Hernández.
A líder insistiu que a presença do Sumar no Executivo é garantia de políticas de esquerda e agradeceu a todos os ministros do partido (Mónica García, Sira Rego, Pablo Bustinduy, Ernest Urtasun e Yolanda Díaz) “pelo que conseguiram”, ao demonstrar que, por isso, “vale a pena” estar no Executivo, porque o povo votou neles para lutar “cada batalha com honestidade e responsabilidade”.
“FIRMEZA PARA DIZER QUE, COM ESTE DECRETO, NÃO ENTRAMOS NO CONSELHO”
“É preciso ter um compromisso muito firme com o nosso país para dizer: Não, com este decreto sobre a mesa não entramos no Conselho de Ministros. É preciso ter muito claro de que lado se está e, por isso, porque temos isso muito claro, ontem conquistamos dois decretos repletos de medidas sociais para os trabalhadores”, exaltou Hernández.
A coordenadora do Sumar quis agradecer a mobilização dos sindicatos de inquilinos e de todo o movimento em defesa do direito à moradia, já que sem seu "esforço e luta constante" não teriam conseguido "esta vitória".
O desafio que ainda temos pela frente, segundo ela, é conseguir a ratificação do decreto de prorrogação da moradia que beneficia mais de 1,5 milhão de pessoas, já que Junts e PNV alertaram que, a priori, não querem essa medida.
“Agora é hora de torná-lo (o decreto de medidas habitacionais) permanente. Garantir sua validação e não permitir que os fundos abutres façam negócios com nossas vidas”, acrescentou.
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