Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 19 out. (EUROPA PRESS) -
O grupo plurinacional Sumar registrou uma iniciativa no Congresso com o objetivo de que o governo promova um projeto de lei, em consenso com os agentes sociais e o restante das instituições do Estado, para declarar o dia 9 de maio, Dia da Europa, como feriado bancário, a fim de reivindicar a UE diante do "populismo".
Nessa iniciativa, à qual a Europa Press teve acesso, Sumar argumenta que atualmente o Dia da Europa "não tem raízes populares" nem está presente no calendário festivo, o que, em sua opinião, "limita sua capacidade de gerar um vínculo emocional e pedagógico com os cidadãos".
Especificamente, com essa proposta não legislativa, o partido de Yolanda Díaz espera que os cidadãos celebrem "ativamente" os valores fundadores do projeto europeu, criando um espaço para reflexão coletiva, educação cívica e vínculos emocionais com a UE.
Eles também pedem ao governo que promova, por meio de redes sociais, plataformas digitais e algoritmos de distribuição de conteúdo, estratégias de comunicação pública "modernas e segmentadas" para "maior divulgação" de políticas públicas, programas e fundos desenvolvidos no âmbito europeu, a fim de atingir diferentes públicos, especialmente os jovens.
Sumar argumenta que essas políticas da UE são "frequentemente" "desconhecidas" ou percebidas como "distantes" pelos cidadãos devido a "déficits" na comunicação institucional.
"O DESCONTENTAMENTO ABRE ESPAÇO PARA DISCURSOS AUTORITÁRIOS".
Para o grupo plurinacional, essa "lacuna" de comunicação não apenas gera "descontentamento", mas também abre espaço "para discursos populistas, eurocéticos e autoritários" que questionam os valores democráticos, a cooperação internacional e a cultura da paz.
Para exemplificar essa afirmação, o grupo plurinacional destaca o fato de que 38% das pessoas com menos de 24 anos de idade dizem que não se importariam de viver em um regime "não democrático" se isso lhes garantisse uma "melhor qualidade de vida", de acordo com dados recentes do Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS). Isso, em sua opinião, destaca "a necessidade urgente" de fortalecer a educação democrática e europeia entre as gerações mais jovens.
Por isso, Sumar também defende a inclusão, no currículo, de conteúdo educacional sobre a UE, o sistema multilateral e a cultura da paz, para que as novas gerações compreendam o funcionamento das instituições europeias, os princípios democráticos que as sustentam, o papel da cooperação internacional e a importância da resolução pacífica de conflitos.
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