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MADRID 14 set. (EUROPA PRESS) -
Sumar insiste que a Espanha deve se retirar do Eurovision se Israel participar da edição de 2026 e pediu que se siga o exemplo de "dignidade" dado pela sociedade durante a Vuelta Ciclista a España.
"A Vuelta tem sido um exemplo de dignidade. Chegou a hora de dar o próximo passo", disse Sumar em uma declaração na qual insistiu no rompimento das relações comerciais com Israel e na imposição de sanções. "Acreditamos que é essencial continuar a tomar medidas para isolar e repudiar Israel internacionalmente em várias áreas, seguindo o exemplo da sociedade civil com a Vuelta Ciclista a España", enfatizam.
O grupo ressalta que os protestos que ocorreram durante a corrida de ciclismo permitiram que as nove medidas para "parar o genocídio em Gaza" fossem levadas adiante. Assim, o Sumar propõe que a Espanha siga o caminho da Irlanda, Eslovênia, Islândia e Holanda, que já anunciaram sua decisão de se retirar do Eurovision se Israel participar.
"A Espanha faz parte do chamado 'Big 5', que fornece uma parte essencial do orçamento para o Festival Eurovisão da Canção. Nossa retirada é fundamental para que a pressão sobre a organização seja eficaz", disse o grupo liderado por Yolanda Díaz.
Nesse sentido, eles destacam que Israel usa o Eurovision como uma "plataforma para o branqueamento e a normalização do genocídio", por isso exigem que a Espanha seja clara sobre isso. "Não há normalidade em meio a um genocídio. Não há normalidade quando crianças, jornalistas e civis são assassinados. Não pode haver normalidade", conclui Sumar.
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