Publicado 22/08/2026 07:02

A Sumar exige que o governo garanta a disponibilidade dos videogames em formato físico, em contraposição aos modelos de assinatura

Archivo - Arquivo - Pessoa joga um videogame durante a feira espanhola de videogames “Mad Games Show”, na sede da Ordem dos Arquitetos, em 11 de abril de 2026, em Madri (Espanha). O Mad Games Show é uma iniciativa conjunta da Associação Espanhola
Alejandro Martínez Vélez - Europa Press - Arquivo

MADRID 22 ago. (EUROPA PRESS) -

A Sumar exigiu que o governo tome medidas para garantir que os consumidores possam continuar escolhendo o formato físico dos videogames diante da expansão dos modelos de assinatura e licenças digitais, e defendeu que os jogadores sejam “proprietários” de seus jogos e não “inquilinos precários” dependentes das multinacionais do setor.

É o que propõem os deputados Alberto Ibáñez e Nahuel González em uma proposta de lei não legislativa registrada há alguns dias para debate na Comissão de Cultura do Congresso, com a qual exigem garantir “o direito à livre escolha do formato” e agir contra possíveis práticas monopolistas na indústria de videogames e do cinema doméstico.

A iniciativa coincide com o início, neste domingo, de uma greve de usuários e consumidores de videogames, um protesto com o qual Ibáñez se solidarizou diante de uma transformação do setor que, segundo a proposta parlamentar, avança rumo à exclusividade digital.

“Uma greve que visa frear uma injustiça cometida pelas grandes empresas de tecnologia, que querem que os jogadores deixem de ser proprietários para se tornarem usuários precários, dependentes das assinaturas que as multinacionais de videogame decidirem oferecer a cada momento”, destacou ele em declarações enviadas à imprensa.

O deputado do Compromís, afiliado ao Sumar, também defendeu a necessidade de preservar as lojas de proximidade como “um espaço de socialização entre pares” e de proteger os postos de trabalho ligados ao mercado físico.

Nesse sentido, solicitam que as administrações públicas e, “especialmente”, o Ministério da Cultura preservem os videogames em formato físico “como parte indiscutível” da cultura.

BENS CULTURAIS PROTEGIDOS

A proposta insta ainda o Executivo a catalogar as obras cinematográficas, audiovisuais e de software de entretenimento, incluindo os videogames, como bens culturais protegidos, com o objetivo de garantir direitos como o empréstimo, o colecionismo ou a revenda de cópias digitais.

Conforme consta da exposição de motivos, o desaparecimento do suporte físico significaria que os consumidores deixariam de ser proprietários de um bem para adquirir uma “licença de uso” revogável, cujo acesso dependeria da manutenção dos servidores ou dos acordos comerciais pelas empresas.

O texto sustenta ainda que o desaparecimento dos discos eliminaria a concorrência entre grandes lojas e lojas especializadas e permitiria que a própria plataforma estabelecesse, de forma exclusiva, os preços, as promoções e as condições de acesso.

Conforme detalha a Sumar, as lojas físicas representam 35% do consumo total de videogames na Espanha, um mercado avaliado em 2.408 milhões de euros, e a associação alerta para as consequências que o desaparecimento do formato físico poderia ter para o mercado de segunda mão, o empréstimo e a troca.

Por isso, solicitam ao governo que estude as consequências econômicas dessa transformação e transmita à União Europeia a necessidade de adotar medidas que evitem situações de monopólio e abuso de posição no mercado europeu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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