Publicado 04/06/2026 12:38

O Sumar exige explicações do PSOE sobre o caso Leire e denuncia uma campanha da direita para “derrubar” o governo

Feijóo é criticado por saber quem é o “one”, mas ainda não saber quem é “M. Rajoy”

A porta-voz do Sumar no Congresso, Verónica Martínez Barbero, durante uma coletiva de imprensa no Congresso dos Deputados, em 26 de maio de 2026, em Madri (Espanha).
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID, 4 jun. (EUROPA PRESS) -

A porta-voz do Sumar no Congresso, Verónica Martínez Barbero, exigiu explicações ao “mais alto nível” do PSOE sobre as investigações judiciais que a afetam, como o caso “Leire Díez”, embora também tenha denunciado uma campanha da direita para tentar “derrubar” o governo.

Em declarações à TVE, divulgadas pela Europa Press, ela destacou que seu grupo parlamentar deseja que os tribunais possam fazer seu trabalho e que se chegue até o fim, investigando “tudo”. Enquanto isso, no plano político, ela reivindicou que o Sumar defendeu a comparecimento do presidente, Pedro Sánchez, no Congresso, e que conseguiram que ele preste esclarecimentos sobre os casos que vieram à tona recentemente, que “são múltiplos”.

Dito isso, acrescentou que também estão “um pouquinho surpresa” com o fato de Feijóo ter “muito claro” quem é o “one” — em alusão a uma das conversas do inquérito sobre Leire Díez, na qual ele se referiria a Sánchez — quando “ainda não sabe quem é M. Rajoy”.

De qualquer forma, ela enfatizou que o Sumar está convencido de que há uma direita e uma extrema-direita que estão utilizando “todos os meios à sua disposição para tentar desestabilizar e derrubar o governo de coalizão progressista”.

A esse respeito, ele citou a frase proferida pelo ex-presidente José María Aznar, quando apelou para que “fazesse o que pudesse”. “Isso foi, sem dúvida, um chamado à ação para a direita e a extrema-direita, que estão agindo continuamente”.

REFORMA DO ESTATUTO DOS EX-PRESIDENTES

Ele também reivindicou que o Sumar apresentou uma reforma do estatuto dos ex-presidentes para elevar o regime de incompatibilidades com o setor privado, por uma questão de “pulcritude” democrática após a acusação de José Luis Rodríguez Zapatero no caso Plus Ultra.

Com essa mudança, destacou que os ex-mandatários José María Aznar e Felipe González não teriam feito parte dos conselhos de administração da Naturgy e da Endesa. Por sua vez, espera que os grupos parlamentares compreendam a necessidade de levar adiante essa proposta de lei, tendo em vista “os recentes acontecimentos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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