Publicado 01/10/2025 06:12

Sumar discorda da posição do governo em relação à flotilha: sua responsabilidade não é pedir sua retirada, mas protegê-la.

Archivo - Arquivo - A segunda vice-presidente do governo e ministra do Trabalho e da Economia Social, Yolanda Díaz, durante o evento "Alianças e ações contra o genocídio na Palestina", na Casa Árabe de Madri, em 23 de julho de 2025, em Madri (Espanha).
A. Pérez Meca - Europa Press - Arquivo

As duas alas do Executivo discordam novamente após posições opostas sobre o plano de Trump para Gaza

MADRID, 1 out. (EUROPA PRESS) -

A Sumar se distanciou da posição da ala socialista do governo ao enfatizar que a responsabilidade do governo não é pedir que a flotilha com destino a Gaza se retire, mas protegê-la se ela decidir continuar sua jornada na zona de exclusão decretada pelo exército israelense.

Dessa forma, ele difere da posição expressa nas últimas horas pelo governo, que recomendou que os membros da flotilha não entrassem na zona de exclusão porque o navio de resgate marítimo "Furor" não pode entrar nela, pois colocaria em risco sua tripulação e os próprios membros da flotilha.

A própria segunda vice-presidente, Yolanda Díaz, declarou na rede social 'Bluesky' que a missão humanitária da flotilha é "legítima e necessária", enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é um "criminoso de guerra responsável por genocídio" e o único fora da lei. "A Espanha e a UE devem proteger a flotilha", concluiu.

Assim, surgiu mais uma vez uma discrepância sobre a situação em Gaza entre os dois parceiros do Executivo, já que ontem o presidente do governo, Pedro Sánchez, saudou o plano dos EUA para a área, enquanto Sumar proclamou sua total rejeição a ele, considerando-o uma imposição ao povo palestino.

Sobre a situação da flotilha, Sumar proclamou em uma declaração que o governo "tem a obrigação de defender a legalidade internacional e de proteger e fornecer cobertura" para essa iniciativa da sociedade civil. Da mesma forma, afirmou que é necessário que a União Europeia garanta "sua proteção e o desenvolvimento normal de seu trabalho humanitário".

Ele também enfatizou que a flotilha "está cumprindo a lei internacional e deve ser capaz de completar sua missão humanitária", elogiando-a como um exemplo da mobilização da sociedade civil internacional que disse "basta diante do genocídio de Israel".

OS OBJETIVOS DA FLOTILHA ESTÃO DE ACORDO COM A ONU

Além disso, ele enfatizou que a flotilha está em águas internacionais e, portanto, tem o direito à livre navegação. Ele também enfatizou que a carga e os objetivos dessa missão "se enquadram na estrutura das resoluções das Nações Unidas, que pediram repetidamente o fim do genocídio e a entrada de ajuda humanitária em Gaza".

"Qualquer tentativa de impedir que a flotilha realize seu trabalho humanitário é uma grave ilegalidade contrária ao direito internacional. Todo apoio à flotilha. Não ao genocídio", concluiu Sumar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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